Regional

Marília registra 2 casos de abuso sexual

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Dois casos de abuso sexual foram registrados anteontem pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília. O primeiro envolveu uma menina de 11 anos, que teria sido estuprada pelo padrasto dentro da própria casa, em uma chácara da cidade.

Segundo a delegada titular da DDM, Rossana Camacho, o caseiro, que não terá a identidade revelada para preservar a vítima, estaria embriagado quando chegou na residência e violentou a menina.

“A amásia dele estava trabalhando e a menina tinha chegado da escola. Estava sozinha. Foi a primeira vez que ele fez isso com ela”, destaca a delegada.

Após o estupro, a menina teria saído da casa e encontrado a mãe, que retornava do trabalho. Ela contou o que havia ocorrido à mulher e a polícia foi acionada. O acusado foi preso em flagrante por estupro, cuja pena prevista vai de seis a dez anos de prisão. Ele foi encaminhado para a cadeia de Pompéia.

A vítima foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames. “As evidências comprovaram que houve violência sexual”, afirma a delegada, destacando que a menina apresentava ferimentos na região da vagina.

A vítima morava na casa com o acusado, a mãe e outra irmã de 4 anos. Ela foi encaminhada para tratamento psicológico no Núcleo de Apoio às Vítimas de Abuso Sexual (Navas) de Marília.

O segundo caso do dia registrado no município envolveu três alunas de uma escola estadual. Segundo a denúncia apresentada pelos pais, um funcionário da escola, de aproximadamente 40 anos, estaria assediando sexualmente as meninas, de 11, 13 e 15 anos.

“Ele estaria assediando as adolescentes com palavras obscenas e com gestos. De uns tempos para cá, as meninas foram importunadas. São denúncias recentes”, destaca a delegada. O funcionário está sendo indiciado por assédio sexual.

A delegada não soube precisar a quantidade de denúncias de abuso sexual registrada este ano em Marília, mas admite que o número é significativo. Na opinião dela, o fato estaria relacionado ao trabalho preventivo realizado pela DDM, que estimularia a população a denunciar os abusos.

“A partir do momento que as pessoas sabem que aquela situação é criminosa, hoje, elas têm vindo denunciar”, diz. “Antigamente, as crianças eram abusadas e tudo era acobertado”, avalia.

Processo

Na última semana, o promotor Celso Bellinetti Júnior, da 1.ª Vara Criminal, ofereceu denúncia contra o fiscal de renda aposentado, Elcio Miranda, 80 anos, acusado de corrupção de menores e atentado violento ao pudor contra duas meninas de 13 e 14 anos.

O promotor não pediu a prisão preventiva do acusado, que tem idade avançada e estaria com câncer. Ele vai aguardar o julgamento em liberdade. O crime teria ocorrido no ano passado. O inquérito foi concluído há cerca de 30 dias.

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