Auto Mercado

Editorial


| Tempo de leitura: 1 min

Era inevitável. Como o Auto-Mercado & Cia já citava logo após seus lançamentos no mercado, pela primeira vez as vendas dos veículos bicombustíveis, que rodam com gasolina ou álcool, ultrapassaram as dos modelos movidos a gasolina. Isso ocorreu em maio, quando os carros com essa tecnologia responderam por 49,5% dos negócios, ante 43,3% daqueles abastecidos com o derivado de petróleo.

Segundo Rogelio Golfarb, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os carros flexíveis não promoveram aumento de mercado, mas substituição de compra. “O crescimento está relacionado principalmente à maior disponibilidade de produtos”, considerou. Todas as montadoras estão ampliando oferta ou lançando produtos com a tecnologia flex. No futuro, a maioria dos modelos novos sairá de fábrica com esse tipo de motor.

A tecnologia também deverá ser exportada. Na opinião de Golfarb, entre os combustíveis atuais, quase todos derivados do petróleo, e a célula combustível, que não emite poluição, devem se passar cerca de 50 anos. “Até lá, a tendência de usar combustíveis renováveis deve crescer e o Brasil terá grandes oportunidades de exportar álcool em toda a sua cadeia”, informou o líder da Anfavea. Já há interesse, conforme Golfarb, da Tailândia, Japão e China.

Da Redação

Comentários

Comentários