Noroeste 2005

Ídolo da torcida noroestina, Gileno promete novos dribles e gols na Série A1

Rodrigo Allegro
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“A emoção de disputar, novamente, um campeonato tão importante como a Série A1, principalmente defendendo o Noroeste, será um incentivo na hora das jogadas e dos dribles, que a galera tanto gosta”, conta o atacante, que disputou uma Série A1 pela Portuguesa Santista, em 2003.

“O Celso Zinsly acompanhou os meus jogos e, ao término da competição, me fez o convite para vir para Bauru. Eu já conhecia o Maurício e ele falou do projeto do Noroeste em retornar ao grupo de elite do futebol paulista”, diz Gileno, que recorda com emoção a estréia e a primeira conquista de um acesso com o Norusca. “Uma das maiores emoções, nessa minha passagem pelo Noroeste, foi a estréia contra o São Carlense, quando eu marquei três gols e a torcida aplaudiu, gritando o meu nome”, conta o jogador, que se inspira no meia Felipe, do Fluminense, e no seu pai, que foi jogador de futebol profissional e tinha o apelido de Zico, em referência ao maior ídolo da história do Flamengo.

“O Felipe, pelos dribles curtos e toda aquela ginga carioca, me faz parar para observar o modo como ele joga. Já meu pai, além de meu maior incentivador, é referência dentro e fora de campo.”

Sobre o segundo acesso, Gileno confirma que a qualidade técnica e às dificuldades enfrentadas foram maiores do que na A3.

“Eu nunca deixei de acreditar no grupo e, principalmente, no seu Damião Garcia, que cumpriu todos os compromissos com o nosso elenco. Nós fomos questionados em muitos jogos, pela torcida e imprensa, mas a união e a vontade de colocar o Noroeste na Séria A1 foram fundamentais nessa caminhada rumo ao acesso.”

Gaúcho, de Pelotas, Gileno se sente totalmente ambientado na cidade e, como um jovem de 22 anos, gosta de passear com sua esposa Priscila no Shopping e freqüentar restaurantes, principalmente os de comida italiana. As amizades feitas na cidade deixam o craque motivado para permanecer em Bauru.

“Eu fiz amizades sinceras com o Zorzetto, Barnabé e o Pavanello, que me ajudaram na hora da saudade da família e dos amigos de Pelotas.” Sobre a possibilidade de sair do Noroeste, caso algum time grande faça uma proposta, Gileno deixa a torcida tranqüila. “Eu, assim como o Maurício, prometi que o Noroeste voltaria para a Série A1, e conseguimos. Pelo carinho que eu tenho pela diretoria e pela cidade, eu vou permanecer no Noroeste“, conclui um dos maiores ídolos do clube em sua história recente.

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