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Série A2: '12º jogador', torcida também deu show

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Quando o apito do árbitro Rodrigo Martins Cintra ecoou no ar decretando o final da partida entre Noroeste e Bandeirante, os mais de 15 mil torcedores presentes ao Estádio “Alfredo de Castilho” foram ao delírio vibrando com a conquista oficial do acesso do “Norusca” à Primeira Divisão do futebol paulista. A “explosão” de alegria atingiu seu ápice na volta olímpica dos jogadores, que ouviam entusiasmados os gritos de “Primeira Divisão” entoados pela torcida.

A festa da “galera”, após a goleada de 4 a 0, “invadiu” as principais ruas da cidade e começou tão logo após a saída do elenco noroestino, por volta das 21h, do “Alfredão”. À frente, um caminhão preparado por várias empresas bauruenses levava os jogadores e integrantes da comissão técnica.Ele era seguido pelo ônibus oficial do Noroeste, que transportava os familiares dos jogadores, um trio elétrico e milhares de carros de torcedores que faziam um “buzinaço”.

A “carreata da vitória” saiu da rua Nilo Peçanha e passou pela avenida Duque de Caxias, seguindo pela rua Rio Branco em direção à avenida Getúlio Vargas, onde partiu rumo ao ponto final da festança: a sede da escola de samba “Acadêmicos da Cartola”, no Parque Vista Alegre. Lá, muitos litros de chope e a bateria da Cartola foram os “combustíveis” que alimentaram o ânimo dos torcedores, jogadores e comissão técnica do “Norusca”.

Entretanto, não foi apenas após a partida que a torcida incentivou o time alvirrubro. Para apoiar o “Norusca”, a enorme torcida que compareceu ao “Alfredão” deu as mais variadas manifestações de amor ao time. Muitos fizeram até sacrifícios para assistir à partida.

Foi o caso de Luiz Carlos Machado, que, mesmo com a perna quebrada, foi ao campo apoiado em muletas. “Para assistir o Noroeste, vale qualquer coisa. E pode ter certeza que hoje é só alegria, pois vai ser uns dois a zero pra gente”, profetizou.

Quem também não se abateu com as dificuldades de locomoção foi Mário Luiz de Oliveira, que foi de cadeira de rodas e torceu juntamente com Gilmar José Furquim, Rildo Nunes e Nivaldo Antunes de Oliveira. “Onde tem jogo do Noroeste, a gente não perde”, ressaltou Mário. “Vai ser uns dois a zero, fora as bolas na trave”, palpitou Gilmar.

Já Anderson Rozetti, de apenas 9 anos, provou que a paixão pelo “Norusca” não tem idade. Com o rosto pintado de vermelho e branco, as cores tradicionais do Noroeste, arriscou um 3 a zero como resultado do jogo e fez questão de destacar: “Venho ao campo desde pequenininho, pois adoro o Noroeste”, frisou o jovem noroestino.

Até mesmo o Dia dos Namorados foi usado como justificativa para a vitória do time. Chegando ao estádio de mãos dadas, o casal Pedro e Giovana aproveitou a data para pedir um “mimo” ao Noroeste. “Se ele vencer, principalmente de goleada, iria ser um belo presente para comemorar o Dia dos Namorados”, salientou Pedro.

E o trio formado por Tião Camargo, Rodrigo Costa e Marcelo Fernandes reunia antes do jogo os sentimentos comuns à todos os noroestinos. Bem-humorados, dispostos a vibrar até o último minuto e confiantes no acesso do Noroeste à Primeira Divisão, o grupo salientou que o mais difícil era conter a emoção e a ansiedade. “Só assistindo para descrevê-las, mas antes o coração já está batendo a mil por hora. Mas o importante é que o ‘Norusca’ ganhe, não importa o placar e nem que seja com um gol de bunda”, exagerou Camargo.

Costa acrescentou que fez até promessa, sem revelar qual, para o “Norusca” vencer. “Aí, também vou poder ver o São Paulo jogar aqui no ano que vem”, destacou. Diante da resposta do amigo, Camargo não perdeu a chance de zombá-lo. “A promessa dele é ir a pé daqui até o boteco ali perto para comemorar”, brincou.

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