Polícia

Frentista morre com dinheiro na mão no Parque Vista Alegre

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O frentista Egídio Soares de Oliveira, 34 anos, conhecido entre os amigos por ‘Cegonha’, foi morto no final da tarde de ontem durante, ao que indica, uma tentativa de roubo a um posto de combustível no Parque Vista Alegre. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu segurando o dinheiro que supostamente o ladrão pretendia levar. O autor dos tiros, que estava encapuzado, fugiu pela lateral do posto, localizado no cruzamento das alamedas Miosótis com Cônego Anibal di Frância.

Uma única testemunha, que por questão de segurança terá a identidade preservada, contou à polícia que estava com seu caminhão estacionado ao lado da bomba de óleo diesel do posto quando o crime ocorreu. O cliente relatou que após abastecer o caminhão, o frentista se dirigiu para o escritório, para pegar a nota da venda de combustível.

Foi quando a testemunha perdeu o frentista de vista, devido à posição em que o caminhão estava estacionado. Pouco depois, o caminhoneiro ouviu dois estampidos. Ao delegado Ricardo Silva Dias, o caminhoneiro disse que, no momento, o barulho não despertou sua atenção. “Ele julgou ser uma bomba junina”, relata o delegado.

Em seguida, o caminhoneiro desceu do veículo e encontrou o frentista saindo do escritório com a boca sangrando, pedindo socorro. O caminhoneiro teria acionado a polícia e o socorro médico, através de seu celular, porém a vítima caiu e morreu no local.

O autor dos tiros, que usava uma camiseta vermelha e uma bermuda cinza, ao que tudo indica, não conseguiu levar o dinheiro que ficou preso na mão da vítima. O homem encapuzado com um revólver na mão direita teria fugido pela alameda Miosótis, tomando rumo ignorado.

Pela descrição feita pela testemunha, a polícia suspeita que o encapuzado seja um adolescente. Até o fechamento desta edição não havia pistas do autor do crime. O ‘Cegonha’ era amigo de todos os clientes, disse o caminhoneiro ao delegado. “A testemunha disse que ele trabalhava havia mais de dez anos no posto e era amigo de todos os clientes”, relata.

Segundo o delegado, a testemunha, extremamente abalada, não conseguiu descrever fisicamente o ladrão, além das roupas que usava. “O local era escuro e a visão ficou comprometida pela posição do caminhão”, comenta Dias.

Investigações

O delegado plantonista Ricardo Silva Dias e o titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), José Jorge Cardia, estiveram no local. Cardia, que prossegue nas investigações, explicou que o latrocínio (roubo seguido de morte) não foi consumado. “O ladrão não conseguiu levar o dinheiro, que ficou na mão da vítima”, explica.

Até o fechamento desta edição, a polícia não tinha confirmação do número de tiros que atingiram o frentista nem do valor do dinheiro que estava em sua mão. Ele é a 19.ª pessoa morta em circunstância violenta neste ano em Bauru.

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