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Sebes tenta incluir família sem-teto em ações sociais

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

As duas tentativas da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) de transferir a família acampada em barracas de lona às margens da avenida Nações Unidas, na alça de acesso à rodovia Marechal Rondon, e inseri-la em programas sociais, não tiveram êxito. Mas a assistente social Sílvia Helena Ferreira, do Plantão Social da pasta, espera que os catadores de materiais recicláveis que estão morando na área verde de forma irregular há cerca de quatro semanas resolva sair do local.

O terreno pertence ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que anunciou que entrará na Justiça com pedido de reintegração de posse se a família não sair da área. A assistente social da Sebes fez três sugestões a Helena Moralli, 68 anos, e seus filhos Oswaldo, 32 anos e Aparecida, 37 anos.

A primeira é o encaminhamento de toda a família para o Albergue Noturno, para estadia provisória. Outra opção é a internação da idosa em um abrigo e o atendimento dos seus filhos no albergue. A terceira alternativa, apontada pela Sebes como a mais indicada para tirar a família da situação de pobreza, é inseri-la em programas sociais e emprestar um carrinho para recolher recicláveis.

Porém, para isso, a Sebes, pede que a família alugue uma casa e até indicou um imóvel pertencente à Sociedade Beneficente Cristã, no Jardim Ouro Verde, cujo aluguel é simbólico, na faixa dos R$ 30,00. “A mãe recebe um benefício, por conta da idade, de R$ 300,00. E eles catam papelão e ainda pedem dinheiro na rua. Então, como têm renda fixa, a família tem sim condições de alugar uma casa simples”, explica a assistente social Cláudia Patrícia Clérigo.

A Sebes quer inserir a família em um Centro de Referência em Assistência Social (Cras), onde poderá fazer cursos de alfabetização, geração de renda e ter atendimento médico e odontológico. “A proposta da Sebes é inseri-la em programas sociais para sair da pobreza. Além disso, eles têm renda igual a muitos dos bauruenses, inclusive servidores municipais que mantêm casa”, frisa.

Mas a família não aceitou nenhuma das sugestões. “Eles disseram que só aceitam sair de lá se a prefeitura der casa”, conta a assistente social, frisando que o atendimento ao pedido está descartado. Na época do projeto de desfavelamento de Bauru, entre 1995 e 1996, os Moralli ganharam terreno no Ferradura Mirim e madeira para construir um barraco, segundo contaram à assistente social.

Porém, a família acabou saindo da casa e mudou-se para São Paulo, onde perdeu o carrinho para transportar material reciclável. De volta a Bauru e morando em barracas, acampou na Nações Unidas. Na última visita, a assistente social Sílvia deixou com a família um encaminhamento para tomar emprestado da Associação dos Catadores de Recicláveis um carrinho de mão, para ajudar a família a aumentar a renda.

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