Polícia

Trotes ao Samu seguem alto e preocupam médicos e atendentes

Da Redação
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O alto índice de trotes nas chamadas ao Samu 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, desde a sua implantação em Bauru, há seis meses, preocupa médicos e atendentes. A prática se confirma mês a mês e em maio não foi diferente. Praticamente a metade das ligações atendidas foi trote, atitude que coloca em risco a vida de pacientes que realmente necessitam dos serviços. A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura.

Das 9.264 chamadas recebidas pelo Samu no mês de maio, 4.198 foram trotes. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que também atendem emergências, têm índices de trotes menores. O Samu tem o objetivo de atender emergências médicas.

O primeiro atendimento é feito através de uma Central de Regulação às Urgências, que faz a triagem dos casos. Assim que a chamada chega à central, é encaminhada a um médico que, por telefone, faz algumas perguntas para diagnosticar o problema. Trata-se de um serviço novo denominado telemedicina.

De acordo com a classificação de urgência é acionado o equipamento adequado, e o paciente é encaminhado para o atendimento. Quando não há risco de morte, a pessoa é orientada a procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa.

Quatro ambulâncias dão sustentação ao programa (uma viatura de suporte avançado, equipada como Unidade de Terapia Intensiva, com médico, enfermeiro e motorista, e três viaturas de suporte básico, com motorista e enfermeiro). As equipes atuam diretamente no socorro às vítimas no local da ocorrência. O serviço conta com 66 profissionais, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, motoristas socorristas e atendentes de recepção.

• Serviço

A Central do Samu fica na rua Rubens Arruda, quadra 7 (instalações do Pronto-Socorro Central), telefone 192.

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Índices menores

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que também atendem emergências, têm índices de trote é menor que o do Samu. Das cerca de 600 ligações recebidas todos os dias pelos bombeiros em Bauru, 200 são trotes - ou seja, 30% das ligações -segundo o tenente Adilson Reis, oficial responsável pela sessão de operações do 12.º Grupamento de Bombeiros, informou ao JC no mês passado.

Já a Polícia Militar (PM) de Bauru praticamente não recebe trotes. Há dois anos, desde que o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) passou a gravar as ligações recebidas, os trotes caíram para cerca de 1% do total de telefonemas, conta o capitão Wellington Luiz Dorian Venezian.

Além de gravar a conversa entre o cidadão e policial, o sistema de atendimento informatizado usado pela PM permite a identificação do telefone do qual foi feita a ligação e o seu respectivo endereço de instalação.

“Em caso de trote, um policial vai até o local e registra a ocorrência por falsa comunicação de crime”, explica. O autor da brincadeira pode ser enquadrado no Código Penal, que no seu artigo 340 prevê detenção de um a seis meses para o infrator.

Ieda Rodrigues

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