Avaí - Adolescentes do projeto Espaço Amigo, parceria entre a Prefeitura de Avaí (39 quilômetros a noroeste de Bauru) e o governo estadual dão um show de criatividade em produtos de madeira decorada. Os 20 integrantes, com idades entre 14 a 16 anos, transformam em renda sua energia e criatividade empregada na produção artesanal de caixas, porta-retratos e outros objetos de decoração.
A coordenadora do projeto, Jupira Dalva da Silva, diz que o processo se inicia com idéias simples que são transformadas em peças sofisticadas em sua forma, ganhando um toque especial com os motivos que decoram a madeira. Nas caixas são aplicadas desde conchas do mar até fotografias, que produzem efeitos atrativos. O projeto Espaço Amigo também atende 40 crianças com idade entre 7 e 12 anos.
Na mesma linha segue o trabalho de geração de renda desenvolvido em Pirajuí (58 quilômetros a noroeste de Bauru). A cidade produz caixas laqueadas, algumas com divisórias, porta-retratos e relógios de parede. A coordenadora de assistência social da prefeitura, Maria Aparecida Biasoto, explica que uma artesã capacita famílias da creche “Menino Jesus” e um grupo da terceira idade. O município, com ajuda do Estado e parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), mantém um curso de entalhe em madeira. Os quadros confirmam que o projeto desenvolve habilidades que poderiam ser desperdiçadas.
Na cidade, os atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) também produzem embalagens reaproveitando isopor, vidro, madeira e pedras. As peças saem do trabalho de terapia ocupacional desenvolvido pela entidade.
Já os moradores do Assentamento Pirajuí 1 estão gerando renda com a produção da farinha de mandioca e polvilho. O projeto está saindo da fase experimental graças à chegada da energia elétrica às moradias rurais. O trabalho de descascar a mandioca com as mãos dificultava a sustentabilidade da produção. Agora, uma máquina mudou a perspectiva das seis famílias que tocam o trabalho.
Ao todo, residem 22 pessoas no assentamento, mas apenas adultos trabalham no projeto. O grupo é ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e recebe ajuda da prefeitura e do Estado.
Ao expor produtos em Duartina, Bauru apontou as perspectivas dos programas de geração de renda que serão desenvolvidos na atual administração. No estande, estavam ainda os alimentos do projeto de padaria artesanal da Universidade do Sagrado Coração (USC).
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Agasalho
A perspectiva para a Campanha do Agasalho 2005 é superar as mais de 11,2 milhões de peças conseguidas no ano passado. A presidente do Fundo Social de Solidariedade de São Paulo, Lu Alckmin, disse ontem em Duartina que esta marca está muito próxima de ser ultrapassada. Ela comemora as mais de 7 milhões já arrecadadas para a campanha durante uma gincana promovida pela Secretaria de Estado da Educação.
Entretanto, a primeira-dama do Estado entende que mais do que a quantidade o importante é que as peças doadas estejam em condição de uso. “O que mais tem me emocionado é que abro as caixas e vejo que as roupas ou estão com etiqueta de lojas ou lavadas e passadas.”
A campanha envolve bancos, empresas, todas as secretarias de Estado e sociedade civil, com 70 coordenadores.