O licenciamento ambiental dos postos de combustíveis, além de adaptações das instalações para a proteção ambiental, também inclui a análise de danos já causados pela atividade ao meio ambiente e a respectiva remediação. Rubens Mário Leão de Oliveira, gerente químico e diretor de meio ambiente de uma distribuidora de combustível de Bauru responsável por nove estabelecimentos na cidade, ressalta que o investimento é alto.
“Fica em torno de R$ 200 mil por posto de até 2 mil metros quadrados. Além disso, é preciso suspender as atividades para fazer as obras de adaptação e os custos com funcionários e outros encargos, continuam”, frisa. O tempo gasto para obras varia dependendo da disponibilidade imediata de dinheiro.
“Se tiver algum ponto de contaminação, é preciso fazer a remediação do solo, o que torna o processo mais caro e demorado”, observa. Porém, Oliveira frisa que as novas regras dão garantias aos empresários do setor de que, mais tarde, não terão que arcar com despesas para remediar danos ambientais, os chamados passivos ambientais.