Bairros

Benefícios garantem sustento a quase metade dos necessitados

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

Além da rede de proteção socioassistencial, muitas pessoas na cidade também acabam garantindo boa parte - ou totalmente - do sustento da família com os programas de transferência de renda patrocinados pelo governo federal.

A titular da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), Egli Muniz, avalia como indispensável esta modalidade de proteção, uma vez que enormes contingentes da população brasileira não tiveram acesso a educação, saúde e qualificação para o trabalho. “Têm de existir (os programas), pois a sociedade precisa suprir as necessidades desta população, que é formada por cidadãos brasileiros”, sustenta.

A secretária destaca que a meta do governo federal para Bauru foi fixada no atendimento de 5.500 famílias, número que já foi superado. Segundo Muniz, atualmente cerca de 7.500 famílias têm nos benefícios do governo federal um item fundamental no orçamento da casa. O número oficial de benefícios pagos (10.662) em maio é justificado por que a maioria das famílias consegue mais de um benefício.

O Bolsa-Família, por exemplo, possui dois tipos de benefício, um básico de R$ 50,00 concedido a famílias em situação de extrema pobreza, independentemente da composição e do número de membros do grupo familiar, e o variável, no valor mínimo de R$ 15,00, concedido às famílias pobres e extremamente pobres que tenham, sob sua responsabilidade, crianças e adolescentes na faixa de 0 a 16 anos incompletos, até o máximo de três benefícios por família.

As famílias em situação de extrema pobreza poderão acumular o benefício básico e o variável, até o máximo de R$ 95,00 por mês. Podem participar do programa famílias em situação de extrema pobreza, com renda mensal per capita de até R$ 50,00 e famílias pobres e extremamente pobres, com filhos entre 0 e 16 anos incompletos e renda mensal per capita de até R$ 100,00.

Segundo a Sebes, a cidade possui pelo menos 14 mil famílias cadastradas, aguardando a inclusão nos programas. O total de famílias já incluídas indicam que quase 50% das pessoas necessitadas (80 mil) já sejam atendidas pelo benefício. A conta feita pela Sebes é a seguinte: 7.500 famílias, com uma média de cinco integrantes, seriam atendidas pelos programas, o que daria um total de 37.500 pessoas.

“Enquanto eles (governo federal) não mandarem parar, vamos mandando (os cadastros). Nossa meta é ampliar este número e, num segundo momento, incluir todas estas pessoas na rede de serviços (socioassistenciais)”, adianta Muniz.

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