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Homens de Marte e mulheres de Vênus


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O ciúme - quando está muito próximo da falta de confiança em si - pode denotar precariedade numa relação e até comprometê-la, explica a psicóloga Eglê Allegro. “O ciúme, geralmente, nasce da conscientização de que não se é tudo para o outro e algumas pessoas se sentem desprotegidas, se o outro não expressar medo de perdê-la”, aponta.

“Ficar se consumindo com o ciúme provoca desgaste no relacionamento porque a base é sempre a mesma: não ter o controle das ações e dos pensamentos do outro. Quando sentimentos negativos são reprimidos, sentimentos positivos ficam reprimidos também, e o amor morre”, diz.

Dessa forma, observa Allegro, é preciso cuidar sempre da relação, pois homens e mulheres são muito diferentes em suas motivações. Enquanto eles ficam motivados e fortalecidos quando se sentem necessários e as mulheres ficam motivadas e com autoridade quando se sente acalentadas e protegidas.

“Os homens discutem pelo direito de serem livres, enquanto as mulheres discutem pelo direito de ficarem aborrecidas. Os homens querem espaço, as mulheres querem compreensão. Se ele apoiasse a necessidade dela de ser ouvida, ela poderia apoiá-lo na sua necessidade de ficar livre”, esclarece a psicóloga.

Mas como nem sempre é isso que acontece a maioria dos casais desenvolvem um padrão patológico com a vida. É o caso do jovem casal Anderson e Fátima (preferiram não ser identificados), que namoraram por dois anos e recentemente se separaram. “Ela tinha muito ciúme de mim. Além disso, ficava me pressionando para casar logo. E eu não gosto de nenhum tipo de pressão, desconfiança ou ciúme exagerado”, reclama ele.

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