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Mães se surpreendem com desenvolvimento dos filhos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O desespero ao receber a notícia de que o filho é um portador de deficiência visual é superado pelos pais ao iniciarem o trabalho de orientação no Centro de Distúrbios da Audição, Linguagem e Visão (Cedalvi) do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho).

Segundo os depoimentos, as atividades desenvolvidas no Cedalvi proporcionam uma grande virada na vida dos filhos e também dos pais. “Quando comecei a freqüentar o Cedalvi acho que aprendi mais do que meu filho”, diz Luciana Antonio Bigarelli, mãe de Leonardo Jeronymo Bigarelli, 15 anos, deficiente visual.

Luciana lembra que ela e seu filho foram um dos primeiros clientes do Cedalvi. “Foi um trabalho de longo prazo. Hoje vejo que valeu a pena. O Léo está socializado. Infelizmente, a mãe que deixa seu filho deficiente visual em casa cria outras deficiências”, avalia.

O garoto já conquistou sua independência dentro de casa. “Acho legal fazer as coisas sozinho. Tomo banho e troco de roupa sem a ajuda de ninguém. Também faço sucos”, diz Léo.

Ele leva uma vida normal. Levanta por volta das 9h, escova os dentes, toma café e dá atenção seu papagaio, Teco, com quem conversa sobre amenidades. O garoto herdou do pai o gosto pelos instrumentos musicais. “Aprendi a tocar violino e saxofone”, revela.

A sensação de que o mundo havia desabado também vitimou Simone Ana de Santana, mãe de Lorena Barbosa Ferreira, de seis anos. “Cheguei aqui (no Cedalvi) no fundo do poço. Pensei que ela não iria ter uma vida normal”, diz.

Lorena não é totalmente privada da visão. Ela enxerga vultos. A garota adquiriu o problema porque nasceu prematuramente e precisou ficar na incubadora por 50 dias.

Sua mãe explica que freqüenta o Cedalvi há cinco anos, ou seja, quando a filha estava no primeiro ano de vida. “Hoje ela come sozinha, toma banho, troca de roupa, escova dentes e inclusive se locomove com tranqüilidade dentro de casa. Lorena tem uma vida normal”, afirma.

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