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Empregabilidade de alunos do Centro Paula Souza é de 76%

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Em meio a manifestações contrárias e favoráveis à instalação de Escola Técnica Estadual (ETE) do Centro Paula Souza no prédio do colégio estadual Rodrigues de Abreu, em Bauru, a empregabilidade é um aspecto que ganha destaque. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, que administra o Centro Paula Souza, 76% dos alunos que terminam os cursos técnicos da instituição conseguem emprego.

Além de representantes do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde que apóiam os cursos técnicos no colégio Rodrigues de Abreu, conforme o JC publicou no domingo, membros do Grêmio Estudantil da escola agora apoiam a proposta. Igor Magalhães, aluno do ensino médio da escola e mais três colegas, todos integrantes do grêmio, que na semana passada participaram de passeatas contra o fechamento do Rodrigues de Abreu, agora querem os cursos técnicos no prédio da escola e até gravaram vídeo apresentado na sessão da Câmara de ontem, no qual expressaram suas opiniões.

Eles prometem, inclusive, uma manifestação nas imediações da escola, hoje de manhã. “Nunca fomos contra os cursos técnicos, mas sim ao fechamento da escola Rodrigues de Abreu. Mas agora entendemos que isso será uma evolução, uma alternativa para capacitação e emprego, e somos favoráveis aos cursos técnicos mesmo que, para isso, a escola fique apenas com os cursos técnicos”, diz Magalhães também em nome dos colegas Vinicius Carlenga, Jonathan Monteiro Kreski e Jefferson Henrique Marafiotti.

O vídeo em apoio aos cursos técnicos na escola Rodrigues de Abreu foi apresentado na sessão de ontem da Câmara pelo vereador Marcelo Borges (PSDB). O vereador João Parreira, do mesmo partido, também defendeu os cursos técnicos no prédio do Rodrigues de Abreu e afirmou que professores e funcionários estão usando os alunos como massa de manobra nas manifestações contrárias à nova unidade de ensino.

Para Eliane Aparecido Francisco, diretora social e de patrimônio do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde, os cursos técnicos podem ser um embrião de uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) em Bauru. “No início de maio já tínhamos pedido para Bauru duas classes descentralizadas, ligadas ao curso técnico de enfermagem de Cafelândia. Mas agora que surgiu esta oportunidade, queremos os cursos técnicos aqui e vamos lutar por uma Fatec. É ensino de qualidade e gratuito”, reforça Francisco.

A ex-aluna do Centro Paula Souza de Cabrália Paulista, a técnica em pecuária, administração de empresa e contabilidade Rosimeire Egnes Leite, em carta à Tribuna do Leitor, defendeu a unidade em Bauru. “A instalação de ETE em Bauru vai beneficiar jovens que não têm condições de pagar uma faculdade particular ou prestar Unesp ou USP, por ser impossível ingressar. Para começar, a alta taxa de inscrição, depois o vestibular, que é preparado para pessoas que estudaram a vida inteira em colégios particulares e cursinhos preparatórios”, opina.

Do outro lado, contrários à utilização do prédio da escola Rodrigues de Abreu para os cursos técnicos, estão entidades ligadas ao magistério, como Apeoesp e Centro do Professorado Paulista, direção da escola e Sindicato da Saúde (SindSaúde). “Torcemos para que a escola técnica venha para Bauru, mas em outro prédio. Não concordamos com o fechamento da escola Rodrigues de Abreu”, sustenta a diretora Ivete Rosa Pellegrino. Hoje, eles devem reunir-se para decidir quais medidas tomar.

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