Cultura

Comissão propõe fundo para Carnaval de Bauru

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru poderá ter um fundo que reunirá recursos para o Carnaval. A proposta é da comissão criada no início do mês pela Prefeitura de Bauru para discutir os assuntos relacionados à festa e ao Sambódromo Municipal.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), José Augusto Ribeiro Vinagre, a proposta ainda está em discussão na comissão - que reúne-se todas as terças-feiras, às 19h, no Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva.

“Dentro do calendário de eventos do Sambódromo, seria estipulada uma porcentagem tanto para o Carnaval quanto para o Sambódromo. Haveria outras receitas para o fundo, além da utilização do Sambódromo. Mas a discussão ainda é incipiente. Não sabemos ainda como vai ficar”, frisa o secretário.

Além da criação do fundo, a comissão está discutindo um regulamento para o Sambódromo que, a partir de 2 de julho, volta a ser administrado pela SMC. No início do mês, Vinagre notificou a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru e Região (Lesec) a desocupar o espaço em 30 dias.

O contrato de permissão de uso, firmado em 2002, venceria em outubro deste ano mas, segundo Vinagre, ele não vinha atingindo seus objetivos principais. Agora, a Secretaria de Cultura pretende ampliar a utilização do espaço e angariar recursos para estruturar o Carnaval 2006.

“Quando foi firmado o contrato, esperava-se que o Carnaval fosse realizado independentemente do poder público, mas isso não aconteceu e a Lesec não conseguiu se estruturar. Além disso, falta utilização e manutenção do Sambódromo”, expõe.

Elefante branco

O presidente do conselho da Lesec, Pasqual Storniolo, avalia como positiva a criação do fundo municipal de Carnaval. Antes, os recursos obtidos com a realização de eventos eram revertidos diretamente para a Lesec, que dividia o valor igualmente entre as escolas de samba participantes da organização.

“Agora, a arrecadação será para o fundo. Mas o secretário nos abriu as portas e está indo atrás de tudo para ver se consegue dinheiro para o Carnaval”, avalia Storniolo.

Sobre o cancelamento do contrato para gerenciamento do Sambódromo, ele afirma que a Lesec não será prejudicada pela decisão. “Aquilo era um elefante branco para nós. A Liga não tem estrutura financeira para cuidar daquilo. Agora não temos mais que cuidar de nada. Levamos até quando deu e o prefeito resolveu tomar. A gente aceitou numa boa”, enfatiza o presidente do conselho da Lesec.

Ele afirma que a liga pretende continuar utilizando o Sambódromo para fazer eventos e angariar verba. Nos últimos meses, o espaço tem sido utilizado para os feirões de automóveis, aos domingos, e para feiras noturnas, às sextas-feiras, além de eventos de arrancada. “A diferença é que agora temos que solicitar à prefeitura”, diz.

A próxima reunião da comissão que discute os rumos do Carnaval de Bauru será realizada hoje à noite, às 19h, no Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva (avenida Nações Unidas, 8-9). Os integrantes do grupo são Roberto Chinaglia (SMC), Francisco Ramos (advogado), Sandro Bussola (escola de samba Flor de Laranjeiras), Aparecida de Brito (Azulão do Morro), Paschoal Storniolo (escola de samba Acadêmicos do Cartola) e Avelino de Souza (atual presidente da Lesec, cujas eleições para nova diretoria serão realizadas no próximo sábado). Mais dois nomes serão indicados para compor a comissão - um da SMC e outro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

Comentários

Comentários