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Basquete: Experiência de Assis derruba Bauru

David Cintra
| Tempo de leitura: 5 min

O Bauru/Plasútil-Sukest não foi bem no primeiro duelo da série melhor-de-cinco da decisão do Torneio Novo Milênio contra Assis e perdeu por 84 a 70, em pleno ginásio Panela de Pressão. Com o resultado, os visitantes deram importante passo rumo ao título da competição, já que farão os dois próximos jogos em seu ginásio, onde está invicto.

Antes da partida, o técnio de Bauru, Tom Zé, disse que seus pupilos haviam estudado o adversário e que o jogo seria uma espécie de prova, na qual se “controlassem a ansiedade” poderiam tirar uma boa nota. Não controlaram e agora terão uma difícil “recuperação” pela frente.

Ansiedade, precipitação, nervosismo, entusiasmo exagerado, qualquer substantivo que denote imaturidade serve como justificativa para o péssimo aproveitamento do Bauru no ataque.

Mas havia também uma equipe bem postada e experiente do outro lado. Havia ainda um Gastão em noite inspirada, dominando os rebotes e eficiente no ataque. Havia o armador Márcio, com seus quase 15 anos de basquete profissional e que “controlou” o jogou para sua equipe nos momentos críticos. Havia ainda um inspirado Chico, com arremessos de três pontos que “mataram“ os bauruenses.

Enfim, depois da prova, ficou a sensação de que o Bauru precisa não só estudar mais, mas, principalmente, aplicar em quadra o que sabe, o que aprendeu nas 15 vitórias anteriores pela competição. Assis parece saber a lição “de cor e salteado” e, se não são professores, são alunos veteranos e bem aplicados.

A prova

Em casa, naturalmente, o Bauru começou a partida com mais velocidade e agressividade. No entanto, aos poucos o time visitante se assentou no jogo e, após ficar atrás do placar por cinco minutos, passou à frente numa bola “entregue” por Quiroga para o ponta Alê, que fez 8 a 10. Assis não mais ficaria em desvantagem a partir daquele momento.

Enquanto os bauruenses cometiam seguidos erros de ataque, Assis, mesmo sem realizar uma grande partida, abria vantagem no placar e fechou a primeira parcial dez pontos à frente (23 a 13).

Na segunda parte da “prova”, seguidos erros de ataque - passes equivocados, arremessos precipitados, violações, faltas desnecessárias - e os conseqüentes contra-ataques de Assis, ampliaram a diferença. Não que faltasse vontade ao Bauru, pelo contrário, sobrava. Faltava técnica mesmo.

Nos dez minutos de bola rolando no segundo quarto, Bauru anotou 18 pontos. Melhorou, mas não o suficiente para ameaçar o experiente visitante, que não se abalou nem quando também cometeu erros básicos no ataque e viu os bauruenses, na base do entusiasmo, esboçarem uma reação, que, entretanto, acabou ficando para o segundo tempo. Assis fechou a primeira metade do jogo em 42 a 31.

O terceiro quarto começou nervoso e com o técnico Marco Antonio Aga reclamando muito da arbitragem, até levar falta técnica. A diferença no placar chegou a cair para seis pontos apenas (38 a 44). Mas Assis mostrou toda sua eficiência e “brecou” a reação.

Nervosos e sem achar respostas para as situações que o jogo colocava, bauruenses viam seus erros s emultiplicarem, enquanto Assis somava seus pontos com regularidade. O resultado é que o placar se dilatava a favor de Assis que fechou a terceira parcial em 59 a 46.

Na última parte da prova, restava apenas uma alternativa para Bauru: “agredir” o adversário, o que significava marcar sob pressão, pontuar rapidamente e “chamar” a torcida para o jogo. Em alguns momentos, até que conseguiu, mas os “rodados“ atletas de Assis não permitiram aos donos da casa “crescerem“ e a cada esboço de reação respondiam com precisão no ataque e “acalmavam” a torcida local.

Mais na vontade, a dois minutos do fim do jogo, os bauruenses chegaram a encostar em cinco pontos (73 a 68 para Assis). Seria o último suspiro, pois logo a dupla Márcio e Gastão entrou em ação e “esfriou” novamente a Panela. Final de jogo. Assis 84 x 70 Bauru. Para o time da casa fica o consolo de ter tido o cestinha da partida - Soró, com 19 pontos.

A nota

O técnico Tom Zé preferiu falar de pontos positivos de sua equipe. “A gente não pode fechar os olhos. O time (Bauru) teve qualidade, principal mente no final do jogo. Fiquei contente pela postura da equipe que não se entregou em nenhum momento”, afirmou, para depois observar o que todos viram.

“Lógico que faltou muita coisa. Faltou técnica. Faltou explorar o melhor momento para o arremesso. Fomos precipitados e contra uma equipe experiente, que espera por nossos erros, isso é fatal. Mas fiquei contente por que a equipe sentiu que dá para empatar a série.”

Na “nota final”, Tom Zé foi crítico, mas benevolente. “Não podemos dizer que eles passaram na prova. Eles vão ter que fazer uma recuperação, não atingiram a média. Se esta média fosse sete, diria que tiraram cinco.”

Para o pivô Gastão, cestinha de Assis, com 18 pontos, sua equipe venceu o jogo na defesa. “Marcamos forte e conseguimos tirar eles de posição, isso nos possibilitou pontuar bem. Mas Bauru é uma equipe forte, temos de respeitar. Não tem nada ganho ainda, demos apenas um passo e só”, afirmou.

Os segundo e terceiro jogos da decisão estão marcados para Assis, amanhã, às 20h, e sábado, às 14h. Bauru precisa vencer um desses duelos para provocar um quarto confronto, segunda-feira, às 20h , na Panela.

Bauru/Plasútil-Sukest: Djair (3), Quiroga (14), Soró (19), André (2) e Atílio (12); Neto (4), Ricardo (4), Zezinho (2) e Leandro (10).

Assis/Conti: Marcelinho (7), Alê (16), Márcio (17), César (7) e Gastão (18); Chico (8), Giba (10), João Guilherme, Alex e Marcinho (1).

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