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Saúde vacina adolescentes nas férias contra hepatite B

Da Redação
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Enquanto os estudantes descansam durante as férias escolares, a Secretaria de Estado da Saúde trabalha para correr atrás do prejuízo. Dados divulgados pelo órgão mostram que 142 mil pessoas com até 19 anos não receberam a vacina contra a hepatite B na região de Bauru. Diante do alto número, igual a 40% da população nesta faixa etária na região, a secretaria intensificou a cobertura da doença e usa as férias para vacinar as crianças e adolescentes.

A deficiência na imunização foi descoberta em 2001, quando o Ministério da Saúde deixou de restringir a vacina a menores de 1 ano de idade. Após a medida, a secretaria levantou que apenas 33% dos adolescentes entre 15 e 19 anos tomaram a vacina.

“Por isso, há três anos intensificamos a vacinação, principalmente nas férias, quando as crianças têm mais tempo”, explica a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Apesar de a hepatite B ter pouca incidência no Estado de São Paulo, Sato alerta para os riscos da doença, que em estágio avançado pode causar cirrose e tumor hepático. O vírus da hepatite B é transmitido por contato sexual, transfusão de sangue e, ainda, da mãe infectada para o bebê durante a gestação.

São necessárias três doses da vacina para ficar imune à doença. “Quem não se lembra se tomou corretamente pode tomar de novo. Não há riscos de contra-indicações ou efeitos colaterais, mesmo para as crianças maiores”, adianta Sato. A vacinação contra hepatite B, fornecida durante todo o ano, é realizada gratuitamente nos postos de saúde da cidade.

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