Minhas opiniões expressas nessa tribuna no dia 12/06, com certeza, não passaram indiferentes para a sra Stella C. Jacob. Remetendo-se a elas, essa sra, que não conheço, efetua alguns questionamentos, também em forma de artigo, que confesso, tive dificuldades de compreender. Dificuldades talvez originadas ou por erro de redação desse jornal ou por deficiências de minha própria formação e capacidade de compreensão. Meu artigo que tanto a incomodou, embora não endereçado a ninguém em especial, tinha como principal objetivo instigar a reflexão das pessoas sobre a necessidade de efetuarmos críticas com critério e justiça à atual administração municipal (ou a qualquer outra que esteja em início de mandato), por considerar, nesse momento, cedo demais para determinados julgamentos.
Embora, por questões éticas, não concorde em fazer julgamentos sobre pessoas que não conheço, como a sra dirigiu a minha pessoa alguns questionamentos usando apenas sua fértil imaginação, vou me permitir também “imaginarâ€. Imagino que a sra. seja da “outra metade†(?) da população que votou no candidato que perdeu a eleição e isso esteja sendo difícil de aceitar. Imagino também que a sra. acredite que as pessoas que detém os meios de produção e geram empregos estejam fazendo um “favor†à sociedade e por isso sejam mais dignas, importantes e mais bem preparadas. Imagino também que acredite que vivemos em uma sociedade justa, que a relação capital x trabalho seja eqüitativa e as condições de desigualdades e injustiças vividas sejam naturais, geradas pelo destino e/ou forças celestiais. Imagino que a sra. acredite que somente os ricos e poderosos sejam importantes e somente eles conseguem projetar o nome da cidade, ou seja, fazer algo de “bom†por ela. Imagino que a sra. torça pelo fracasso do atual governo municipal, para depois dizer: “Estão vendo, não disse que seria melhor o rico empresário do que o professor ...â€. Porém, vou parar de imaginar, pois a cada imaginação sobre alguém que não conheço aumenta a probabilidade de se cometer injustiça.
Prezada sra. Stella, sou apenas um professor (embora me orgulhe muito disso), que dentro dos meus limites procuro sim dar minha contribuição pessoal e profissional para uma cidade cada vez melhor. Se meus limites são estreitos e não tão abrangentes quanto os seus e das pessoas de seu círculo social, é por contingência de oportunidades e do contexto social, como também, pelo fato de que minha profissão esteja sendo cada vez mais desconsiderada e desmerecida , principalmente por aqueles governantes do partido político que lhe é simpático. No entanto, de certo, não é de salário de professor que a sra. vive, como desconhecidas também devam ser para a sra as condições do trabalho do professor da educação pública. Ops!! ... desculpe!!.... olha eu imaginando de novo.... (Edward G. Junior - RG 9146105)
Nota da Redação - Não houve o possível erro de redação a que o leitor faz referência, mesmo porque não redigimos cartas de leitores, apenas as revisamos gramaticalmente.