Tribuna do Leitor

A solução emana do povo


| Tempo de leitura: 2 min

Quando alguém ou algum grupo se conforma com determinado problema, as chances de se encontrarem soluções para este são minados. Partindo de tal visão, pode-se afirmar que tal situação do povo brasileiro é calamitosa no que tange à segurança pública. A nação tupiniquim foi tomada pelo conformismo, tanto que, ao se deparar com a violência que impregna o seu cotidiano, esta permanece inerte.

Ao ser varrido, diariamente, por essa “tsunami” de estatísticas alarmantes sobre a criminalidade no país, o brasileiro simplesmente assiste às suas esperanças se afogarem. Sua vida e seus bens são roubados com verocidade. Seus filhos e a sua dignidade são violentados a cada minuto. Todos os dias, a imprensa mostra motins em lugares onde a organização e disciplina deveriam imperar – exemplo famigerado: Febem. Tudo isso incomoda a população. O desconforto, porém, parece não resultar em nenhum esboço de reação por parte dessa.

Somado às tais barbáries que a nação tupiniquim enfrenta estão a leniência da Justiça, o abismo entre classes do país, o despreparo e corrupção da polícia. Essa soma poderia justificar o conformismo que acomete a população, porém, isso não acontece. Pois essa mesma nação inerte reage ao assistir a conflitos no Oriente Médio ou mesmo na vizinha Colômbia – com sua FARC. A mesma nação inerte é capaz de bradar que o povo dessas regiões é extremamente passivo. Quando, entretanto, o que se vê no Brasil é uma iminente guerra civil, quase nenhum brasileiro toma alguma atitude ativa.

A verdade é que se tratando de mazelas sociais – como a violência crescente no país – a maioria dos brasileiros se refugia na utopia da “terra abençoada por Deus” e espera por soluções milagrosas. Admitir, no entanto, que grande parte do povo esquece ou mesmo desconhece a frase a qual diz emanar do povo o poder é ser coerente. Tal preceito – uma das bases para democracia e difundida pelo iluminista Rosseau – ajudaria, ao menos, a minimizar a precariedade da segurança no País.

A eficácia de programas e reformas relacionadas à segurança surgirá a partir do momento em que a população pressionar a polícia, o judiciário, o governo federal. Logo, o fim da morosidade que acomete o povo é o fato que realmente deve mudar, para que o problema de segurança pública comece a ser sanado. Afinal, teoricamente é o cidadão comum que exerce o poder de mudar conjunturas. Cidadãos inocentes, uni-vos, pois os bandidos já estão. (Paula Santos de Souza, estudante, RG 001450412 SSP/MS)

Comentários

Comentários