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Erosão do Jussara cresce e preocupa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru, que no início da década de 90 ficou conhecida por ter a maior erosão urbana da América Latina, a do Parque Bauru, está conseguindo progresso na contenção e recuperação de áreas de solo desgastadas por agentes naturais, como a água da chuva. Mas ainda há locais na cidade, como no Jardim Jussara, que o solo está sendo degradado rapidamente, aumentando o tamanho do buraco.

O alerta é do coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, que há décadas acompanha as erosões em Bauru. O município figura como um dos 183 do Estado de São Paulo que enfrentam problemas críticos de erosão, num mapa feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). “Bauru é uma das regiões do Estado com alto problema de erosões por causa do tipo do solo e pela incidência da ocorrência do processo erosivo”, explica Gérson Salviano de Almeida, tecnólogo civil do IPT.

No último levantamento realizado pelo órgão na cidade, através de fotos aéreas, no ano de 2000, os técnicos catalogaram 30 erosões de grande porte. “Nos últimos anos, até por força dos compromissos assumidos pela administração com o Ministério Público, foram recuperadas erosões grandes na cidade, como a da Praça Palestina, a das avenidas Waldemar G. Ferreira, e Cruzeiro do Sul. E estamos quase terminando a recuperação da erosão da Pousada 1”, diz Brito.

Por outro lado, ressalta, a erosão do Jardim Jussara está crescendo na lateral, em direção a uma região não habitada. E a do Núcleo Bauru 16, que no passado chegou a interromper o trânsito na linha férrea, está voltando a preocupar, frisa ele. Apesar de Bauru não ter sofrido tanto neste ano com chuvas tão fortes quanto em anos anteriores, a erosão do Jardim Jussara está aumentando.

Brito explica que o cachimbo, tubo de concreto oco para canalizar a água da chuva, evitou o aprofundamento da erosão, mas o solo continua desgastando-se nas laterais. Ele também chama a atenção para a erosão existente há anos no Parque Jaraguá e que coloca cerca de 80 barracos em situação de risco a cada chuva forte.

Considerando as médias e pequenas erosões de Bauru, a estimativa da Defesa Civil é que o total de áreas degradadas pode chegar a 200, número de 30% a 40% menor que há dois anos. O técnico do IPT, que também acompanha as erosões de Bauru há anos, é taxativo ao afirmar que a recuperação de áreas de solo degradadas é cara. “Além da erosão, que tem que ser tapada com material de qualidade - e não lixo que, mais tarde, pode ceder, abrindo novamente o buraco - é preciso canalizar a água da chuva para o local correto. E não podemos esquecer do maior problema causado pela erosão: o assoreamento dos rios”, completa.

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