O presidente da Seção São Paulo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), médico Aguinaldo César Nardi, sugeriu recentemente ao governo federal a criação da Secretaria Especial do Homem. Na avaliação dele, o número de mortes provocadas por câncer de próstata avaliza a criação do órgão. Ele lembra que os homens devem se espelhar nas mulheres, que conseguiram conquistar espaço na política de saúde pública do País.
“Precisamos copiar as mulheres e propor ao governo federal a criação de uma Secretaria Especial do Homem, com a função de desenvolver políticas de saúde que contribuam para melhorar a qualidade de vida do brasileiro. Nesse aspecto, a Sociedade Brasileira de Urologia pode e deve ajudar muitoâ€, diz.
Doença silenciosa, Nardi comenta que um a cada seis homens vai ter câncer de próstata durante a vida. A doença deve matar neste ano cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo. “Portanto, é um problema de saúde pública mundial. O câncer de próstata mata mais do que o de mama. E veja quantas campanhas de conscientização existem para as mulheresâ€, observa.
O urologista acredita que os poucos investimentos do governo em campanhas para a conscientização do câncer de próstata não se justificam. “Se eu quiser me informar sobre a doença tenho que procurar o Sistema Único de Saúde (SUS). Não existe um programa definido como há para as mulheresâ€, comenta.
A idade ideal para o exame preventivo da próstata (toque retal e levantamento do PSA através da coleta de sangue) é 45 anos. O órgão começa a apresentar problemas após os 40 anos de idade. “A próstata e um dos órgãos que continua crescendo durante a vida do homem. Pode ocorrer obstrução urinária. O paciente tem dificuldade para urinar. O jato da urina torna-se fino e a freqüência ao banheiro aumentaâ€, explica.
O crescimento benigno do órgão traz desconforto para o homem. “Isso implica na diminuição da qualidade de vida, mas não afeta a saúde do homem de uma maneira muito graveâ€, diz.