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Sindicato critica o excesso de contratos temporários de trabalho

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Bauru garante que a rede estadual está suprida de professores para atender a demanda de alunos em suas escolas. O Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) confirma a informação, mas faz ressalvas.

O coordenador regional da entidade, Laércio de Lima Simões, explica que essa situação é real porque o governo do Estado, nos últimos anos, sucateou a estrutura de ensino. “O que se percebe nitidamente é um verdadeiro enxugamento da máquina, o que deixou milhões de professores sem aulas”, diz Simões.

Ele critica o excesso de docentes contratados temporariamente, que não conseguem se efetivar na rede através de concursos. “Essa situação foi criada emergencialmente em 1974 e perdura até hoje. Eu calculo que quase 80% dos professores da rede estadual de ensino estão em caráter de admissão temporária”, conta.

O sindicalista diz que em Bauru há duas escolas do Estado localizadas no Centro da cidade sem atividades no período da tarde. “As salas de aula do Rodrigues de Abreu e do Ernesto Monte estão vazias à tarde. Ao todo, em 2004, foram fechadas 204 salas de aula em Bauru e região”, critica.

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