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Feira livre da Gustavo Maciel agora tem lixeiras

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

A tradicional feira livre de domingo na rua Gustavo Maciel (Centro da cidade) está mudando seu visual. Lixeiras em 80% das barracas estão contendo os resíduos produzidos pelos consumidores e pelos próprios feirantes. A conscientização está sendo feita pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, que quer fazer outras inovações, como dividir a feira em setores, facilitando as compras.

O projeto, que promete o estudo da remodelação das feiras livres, começou na semana do meio ambiente, no início do mês. “Nossa primeira ação foi reunir os feirantes e pedir que eles instalassem as lixeiras, porque elas eram tão poucas. Mesmo que o usuário tentasse não jogar o lixo no chão, tinha dificuldades para encontrar um local adequado”, diz a secretária municipal da Agricultura e Abastecimento, Maria Eugênia Gracia.

A campanha de limpeza nas feiras livres, segundo ela, é um projeto contínuo. “Temos que conscientizar os freqüentadores da importância deles colaborarem colocando o lixo no lugar certo. Percebemos que nesse período curto, é visível a diferença. Diminuiu a quantidade de lixo espalhado na via.”

A secretária não soube precisar a quantidade de dejetos recolhidos após o encerramento da feira livre da Gustavo Maciel, mas garantiu que a limpeza é de responsabilidade dos feirantes. “A prefeitura se compromete a entregar a via limpa para que eles instalem suas barracas. Após a feira, a limpeza é por conta deles.”

Para ela o entendimento dos feirantes foi primordial nessa etapa do trabalho. “Eles aderiram a idéia. Hoje, 80% deles já instalaram as lixeiras. Esse é o início de um processo que a gente quer dar continuidade com a remodelação das feiras livres.”

Como nas grandes capitais, a feira livre poderá ser dividida em setores, facilitando o acesso do público usuário. Em São Paulo, por exemplo, onde as feiras livres são bastante extensas, o usuário sabe onde encontrar o que procura, porque os hortifrutis ficam todos juntos, bem como os derivados de carne e os outros segmentos de produtos.

A idéia, segundo a secretária, é fazer exatamente isso, porém, quem vai determinar as modificações são os próprios feirantes. “Vamos discutir com eles desde a questão do visual até a distribuição das barracas por áreas específicas.”

O encontro com os feirantes também pretende definir outras questões como a situação daquele que vai deixar esse comércio ou daquele que pretende entrar.

Pastéis de feira

Os pastéis das feiras livres são famosos e há quem diga que são os mais gostosos também. Muitas pessoas freqüentam a feira de domingo por causa deles. Que são atrativos não há menor dúvida, porém, as barracas desse tipo de alimentação são as que mais acumulam lixo. Não por falta de lixeiras, mas por falta de atenção do consumidor que não se preocupa em depositar o guardanapo de papel no local adequado.

A secretária municipal de Agricultura e Abastecimento, Maria Eugênia Gracia, admite que há o acúmulo de lixo nas barracas de pastéis por conta da movimentação de pessoas e pela falta de colaboração dos usuários. “O pessoal come o pastel e joga o papel no chão, mesmo tendo a lixeira ao lado. Talvez precise colocar avisos, sinalização. No dia da campanha, distribuímos um colante dizendo para que os usuários procurassem as lixeiras.”

O feirante Aparício Mário Rissato, vizinho de uma barraca de pastel, acreditou na idéia e instalou duas lixeiras em sua barraca, embora não produza tanto lixo. “Antigamente o pessoal comia o pastel e deixava o guardanapo em frente à minha barraca, ou o vento trazia. Notei que diminuiu a quantidade de lixo, mas há ainda muita gente jogando coisas no chão.”

Ele conta que sua filha transformou uma caixa de papelão em lixeira com identificação. “O pessoal tem usado, mas não usa na quantidade que gostaríamos. Eu acredito que com o tempo, eles vão se acostumar e a feira ficará mais limpa. Eu achei muito interessante a idéia de instalar lixeiras nas barracas.”

O presidente da associação dos feirantes, Moisés Bastos, diz que o feirante quer melhorar a feira e para isso se dispôs instalar as lixeiras. “Quase 100% já instalaram a sua. Cada um fez a sua usando a criatividade.”

O artesão de cestas, Miguel Galhardo, por exemplo, adotou um balaio para recolher os dejetos daqueles que freqüentam a sua barraca. “Percebo que tem gente que usa e tem alguns que tentam, mas quando o lixo cai fora do balaio, eles abandonam.”

O usuário Celso Neves e sua mãe Iná Neves garantem que usam as lixeiras porque respeitam o meio ambiente.

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