Polícia

Caseiro acusa Terra Nossa pelo fogo

Ricardo Santana
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O caseiro José Aparecido dos Santos afirma que às 20h de anteontem homens, que ele indicou como sendo sem-terra, invadiram o seu terreno e atearam fogo nas duas casas. “Disseram que iriam matar, colocaram a gente para correr, botaram fogo na casa e levaram tudo o que tinha. Foi esse povo (indicando os sem-terra) tanto que eles nem saíram daí de dentro”, garante.

Porém, no período da manhã, ele não reconheceu entre os sem-terra do Grupo Terra Nossa nenhum dos autores e disse que seria difícil identificar porque estava escuro. “A turma era grande e a gente ficou assustado”, ressalta. Santos diz ter fugido do fogo com o sobrinho de 8 anos e a mulher em direção ao matagal, onde ficou escondido até amanhecer.

Ela relata que trabalha como caseiro no terreno há um mês. O proprietário da área, José Francisco Clemêncio da Silva, disse que o Corpo de Bombeiros não teve acesso às moradias em chamas. Inicialmente, os sem-terra definiram que ninguém poderia entrar no local. Numa rápida assembléia, por volta das 9h, recuaram da determinação.

As casas destruídas pelo fogo ficavam próximas da estrada de acesso à propriedade rural. Às 10h de ontem ainda havia chamas na cozinha de uma das casas, construída em madeira e alvenaria. A outra estava completamente destruída. No terreno havia apenas algumas aves, apesar da existência de um chiqueiro. Havia um burro morto que, conforme informação de um morador, teria sido picado por cobra.

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