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Estado libera verba para Escola Técnica

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O governo do Estado de São Paulo liberou ontem R$ 300 mil para o início de implantação em Bauru da Escola Técnica do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que informou o prefeito Tuga Angerami (PDT) da liberação do dinheiro, reafirmou que o prédio da escola estadual Rodrigues de Abreu, na área central da cidade, é a principal alternativa para abrigar a unidade do Centro Paula Souza.

Ele adiantou que um técnico do órgão visitará, em breve, o prédio da escola Rodrigues de Abreu para avaliar se as dependências estão adequadas para abrigar a Escola Técnica. A data da vistoria ainda não está marcada, mas a previsão é que seja em julho, para aproveitar as férias escolas, explica Tobias.

Com a vistoria nas férias, quando professores e alunos não estarão na escola, a expectativa é evitar acirrar a polêmica surgida após o anúncio da utilização do prédio do Rodrigues de Abreu para instalar a Escola Técnica. Na ocasião, há menos de 15 dias, alunos e professores fizeram passeatas e protestos contra a instalação da Escola Técnica por entender que ela vai implicar no fechamento do Rodrigues de Abreu.

Porém, na época, a dirigente regional de Ensino, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, afirmou que a escola Rodrigues de Abreu não tem atividades à tarde e que a tendência é a demanda de alunos que hoje já é maioria do ensino supletivo, é reduzir ano a ano. Ontem, Tobias afirmou que a Escola Técnica deve iniciar suas atividades em Bauru a partir do próximo ano.

Os R$ 300 mil liberados ontem pelo Estado são destinados à compra de equipamentos para a instalação da escola. Tobias lembra que geralmente é o município que arca com as despesas de implantação da Escola Técnica, porém o Palácio dos Bandeirantes abriu uma exceção devido às dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura de Bauru.

Como já estava previsto, os cursos que a Escola Técnica de Bauru vai oferecer serão definidos em acordo com setores da indústria e administração municipal, a fim de escolher profissões que tenham demanda de mão-de-obra em Bauru. O secretário municipal de Desenvolvimento, Walace Garroux Sampaio, preferiu não comentar quais cursos ele defende, mas adiantou apenas que o critério seria o da necessidade do setor produtivo já instalado na cidade.

Sampaio lembra que a definição do perfil de cursos da Escola Técnica na cidade será feita por 11 entidades de classe, membros do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru e prefeitura. O diretor-adjunto do Ciesp de Bauru, Jair Manfrinato, vê com potencial de demanda para se funcionar em Bauru cursos de técnico de açúcar e álcool, administração, agroindústria, alimentos, automação industrial, design gráfico, desenho de projetos de mecânica, eletroeletrônica, eletromecânica, eletrônica, enfermagem, gestão ambiental e meio ambiente, entre outros.

Ele lembra que a demanda na escola do Senai em Bauru é maior do que o número de vagas oferecidas. Conforme Manfrinato, um curso no segmento moveleiro, contemplado no portifólio do Centro Paula Souza, seria bem-vindo para Bauru.

Na reunião com o prefeito Tuga Angerami ontem, o deputado Pedro Tobias informou ainda que o governador Geraldo Alckmin liberou para Bauru uma pá carregadeira, atendendo uma necessidade da Prefeitura de Bauru. A doação da máquina também foi uma solicitação de Tobias.

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