Reclamações sobre o atendimento médico - de demora ou não atendimento - também já chegaram à Subcomissão Consultiva Mista da Região de Bauru, um órgão formado por usuários do Iamspe e representantes de sindicatos de servidores estaduais. A presidente do órgão, Marilene Silva Guerrero, afirma que pelas reclamações recebidas, a qualidade do atendimento é boa, mas há dificuldade para ser atendido.
“Nós queremos saber o porquê dessa dificuldade se, segundo a informação que temos, o Iamspe paga R$ 300 mil por mês para os atendimentos em Bauru”, questiona. Ela conta que no Centro de Assistência Médica Ambulatorial (Ceama), onde são atendidos os pacientes ambulatorialmente, faltam médicos especialistas. “Cerca de 48% dos servidores são mulheres e faltam ginecologistas no Ceama”, comenta.
A informação extra-oficial obtida por Guerrero é que médicos estariam desligando-se do Iamspe por causa de atraso no pagamento de procedimentos já realizados. Como o diretor técnico do Iamspe em Bauru, Gustavo Lautenschlager, não foi localizado, o JC não pôde apurar se houve redução no número de médicos que atendem os servidores e qual o motivo.
Outra informação extra-oficial é que o desligamento de médicos estaria relacionado ao valor pago pelo Iamspe pelo serviço prestado. Uma consulta renderia ao médico R$ 17,00 enquanto planos de saúde de Bauru pagariam R$ 34,00.
Guerrero relata que enviou à Comissão Consultiva Central, em São Paulo, um relatório das reclamações recebidas pelo órgão em Bauru. Agora, está tentando obter da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) informações de como o dinheiro está sendo gasto.