O Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo, em funcionamento desde outubro de 2002, vai recrutar 50 voluntários para ampliar os programas de humanização voltados a pacientes e funcionários. Quem candidatar-se a trabalhar no hospital sem receber salário, tem de dispor de quatro horas semanais nas quais vai visitar e conversar com os doentes, distribuir livros e revistas entre os internados, ler para os que não são alfabetizados, brincar com as crianças internadas e passar noções de cidadania aos pais delas e até cuidar das unhas e cabelos dos pacientes.
A ampliação do quadro de voluntários é uma proposta da Secretaria do Estado da Saúde para todos os hospitais estaduais do Estado. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, estão sendo recrutadas 2 mil pessoas para trabalhar em 34 hospitais estaduais em todo o Estado. Na região, além de Bauru, são 50 vagas para o Hospital Estadual de Lins e 50 para o Hospital Estadual de Promissão.
O objetivo é reproduzir iniciativas bem-sucedidas como a do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que conta com 116 voluntários que realizam atividades de lazer, contam histórias para crianças internadas, dão aulas de artesanato e ensinam crochê para as mães da maternidade. “São atividades para melhorar a auto-estima do paciente, o que reflete na recuperação”, comenta Beatriz Franco, diretora social do hospital.
Mas ela ressalta que os voluntários seguem os projetos definidos pela direção do hospital, passam por capacitação antes de começar a trabalhar na área que tem maior aptidão. “E eles não cuidam do doente, não administram medicação ou alimentação sem ordem médica e outras tarefas que são atribuição dos funcionários”, frisa.
O HE de Bauru também já conta com algumas ações voluntárias. A mais antiga é o Projeto Alegria, iniciativa de pessoas da comunidade que, todas às noites. propiciam às crianças internadas momentos lúdicos na brinquedoteca do hospital, conta Fátima Chahad, coordenadora do programa de humanização da unidade de saúde. “Eles também fazem festas em ocasiões especiais, sempre com a participação de um palhaço. Recentemente, tivemos a festa junina. Isso ajuda significativamente na recuperação do paciente e até na redução do tempo de internação”, afirma.
Outra atividade voluntária no HE é música para os adultos internados. Um funcionário do hospital, em seu tempo livre, toca teclado para os pacientes, relata Chahad. “Também já estamos viabilizando a oferta de livros e revistas aos internados e curso de alfabetização, com professores voluntários da rede estadual, e apresentações do Coral do HE”, comenta.
Até os funcionários do hospital, que enfrentam o estresse característico da área de saúde, estão sendo envolvidos numa ação voluntária, afirma Chahad. Um fisioterapeuta dá aula de ginástica aos colegas em sua hora de folga.
Como a Secretaria Estadual de Saúde divulgou ontem a decisão de ampliar o recrutamento de voluntários, Chahad disse que ainda precisa definir como será feita a seleção. Mas adiantou que o hospital vai cadastrar os interessados e fazer a convocação à medida que implantar os projetos e de acordo com as aptidões de cada um. É preciso ter mais de 18 anos para candidar-se.
• Serviço
Os interessados em atuar como voluntário no HE devem procurar o Setor de Humanização do hospital que fica na avenida Luiz Edmundo Carrijo Coube.