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Sebes cadastra catadores de recicláveis para cooperativa

Da Redação
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A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) deu início ao cadastramento dos catadores que coletam recicláveis na cidade. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, representantes do órgão já visitaram Val de Palmas e o Núcleo Fortunato Rocha Lima.

O trabalho está sendo feito bairro a bairro, gradativamente, sem uma ordem pré-estabelecida. Mas, de acordo com a administração municipal, todos os catadores deverão ser cadastrados.

A idéia é regularizar a situação dos catadores informais e orientá-los para a implantação de uma cooperativa a partir da Associação de Catadores de Recicláveis já existente.

O projeto está sendo comandado pela Sebes e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), que estudam mudanças na coleta seletiva de lixo em Bauru.

A partir do segundo semestre, a Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE) vai colaborar no cadastramento. Segundo a assessoria de imprensa, com o apoio da Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear), novas visitas serão agendadas com os interessados. As datas serão marcadas pelas assistentes sociais e divulgadas pelas associações de moradores e representantes dos bairros.

A prefeitura aponta duas vantagens para a mudança. A primeira é que, somado ao lixo reciclável coletado dos bairros, a associação terá grandes volumes de materiais. Agrupados, explica a Semma, podem ser vendidos diretamente às fábricas recicladoras, aumentando, assim, o valor de venda dos produtos.

Outro benefício apontado é aproveitar o maior número possível de materiais, para que nada se perca, colaborando também com o meio ambiente.

A implantação da cooperativa deve obedecer uma seqüência de etapas. Com o cadastro pronto, os interessados terão acesso a treinamento com palestras sobre gerenciamento e cooperativismo, cursos e orientação jurídica. A Sebes já conta com a parceria do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Diagrama Consultoria nesta etapa.

A cooperativa deverá ter quatro pontos espalhados pela cidade e um central, que vai receber o material depois de separado. A partir daí, o reciclável será repassado para as empresas compradoras. A Semma está estudando alguns locais. O rendimento de cada cooperado será proporcional à produção individual.

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