Regional

Cooperados da Garcafé devem gastar cerca de R$ 1,4 milhão com passivo trabalhista

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Garça - Em assembléia realizada anteontem em Garça, os cooperados da Garcafé decidiram pagar o passivo trabalhista de R$ 1,4 milhão, referente à demissão de, aproximadamente, 85 funcionários. Conforme noticiou recentemente o JC, a cooperativa de cafeicultores, que tem 44 anos e já foi a segunda maior do País, está sendo liquidada, devido a inúmeras crises que afetaram o setor.

O valor do passivo trabalhista será dividido entre os 847 cooperados. Cada qual deve pagar R$ 1,8 mil parcelado em 12 vezes.

“Nós tivemos a concordância total dos cooperados presentes na assembléia, que estão conscientes da necessidade de equacionar o problema desse passivo trabalhista. Quem sabe ao final desse processo de liquidação, a gente não tenha que chegar a dissolução da Garcafé”, diz José Wilson Lopes, liquidante da cooperativa.

A dívida da Garcafé é de, aproximadamente, R$ 44 milhões. “Ultimamente, a Garcafé estava tendo um juro mensal em torno de R$ 470 mil só com o Tesouro Nacional”, diz. Segundo Lopes, devido às crises do setor, os cooperados deixaram de cumprir suas obrigações com a Garcafé, gerando a inadimplência da cooperativa.

A Garcafé já chegou a movimentar, anualmente, U$ 100 milhões. No último ano, foram apenas R$ 30 milhões em negócios. Além da sede em Garça, a cooperativa contava com uma filial em Patrocínio (MG).

A decisão de liquidar a Garcafé foi tomada em assembléia realizada no último dia 23 de maio. Com o fechamento da cooperativa, a compra de insumos e a comercialização do café passarão a ser feitas pelos próprios produtores, o que pode aumentar os custos, baixar os lucros e agravar a situação do setor. A microrregião de Garça já foi uma das maiores produtoras de café do Estado.

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