Acomodados no ônibus, os alunos da Emei João Maringoni se preparavam para passar uma tarde alegre, divertida e cheia de aprendizado no Bosque da Comunidade, com a turma do setor de Educação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
Todos, bastante ansiosos, esperavam a partida do “busão” quando o educador Lauro Bortolomai começou um bate-papo superlegal, animado, sobre a importância de conhecer o trânsito e tudo o que trata desse assunto. E olha que são várias coisas que são necessárias para garantir a segurança das pessoas que andam a pé, de carro, moto ou de ônibus.
A equipe do JC Criança acompanhou a animada “viagem”, da Bela Vista ao Bosque da Comunidade, onde as atividades foram realizadas. No passeio, as crianças ajudaram o Lauro a lembrar o que é permitido e o que não é permitido dentro do ônibus e mesmo na perua escolar. “Nada de colocar a mãozinha para fora da janela na hora de despedir dos amiguinhos. A cabeça, então, nem pensar”, ensina Lauro. Eles lembraram também que nos coletivos há acentos reservados para idosos, gestantes e deficientes e que sempre devem ser respeitados.
Com tanta conversa, o Bosque “chegou” rapidinho, e a turma, acompanhada pelas professoras Ida Alves Batista Schimming, Marilda Aparecida Nunes Viero e pela diretora da escola João Maringoni, Rita de de Cássia Mota Franco, foi dividida em quatro equipes para participar das atividades.
De acordo com a coordenadora do projeto “Educando o cidadão para o futuro”, desenvolvido pelo setor de Educação da Emdurb, Anauá Moreira, as crianças das escolas municipais de Bauru são importantes multiplicadoras da informação, ensinando pais, amiguinhos e colaborando com o meio ambiente. “A gente também apresenta o Bosque da Comunidade, um espaço que nem sempre as crianças conhecem. Lembramos que os animais não devem ser maltratados, que o bosque possui ruas para as pessoas caminharem, então, é por lá que elas devem andar, e também mostramos a Maria-Fumaça, um patrimônio importante da nossa cidade, e, nesse momento, conversamos sobre a história da ferrovia”, conta Anauá.
A galerinha da Emei João Maringoni participou de quatro atividades diferentes no Bosque, durante o projeto. As equipes vermelha, amarela, azul e preta fizeram o “tour” com paradas de aprendizado, mas tudo muito divertido e interativo.
Limpeza pública
O bate-papo sobre limpeza pública foi comandado pelo Nivaldo, da Diretoria de Limpeza Pública, que explicou direitinho como os coletores de lixo trabalham e a importância de saber embalar corretamente os materiais perfurocortantes. “São aqueles ‘lixos’ que cortam e perfuram e podem machucar o coletor”, lembra Nivaldo. Em uma atividade em que as crianças apontam quais os materiais perigosos para os coletores – aliás, a palavra correta é coletor de lixo, e não lixeiro -, como latas abertas, cacos de vidro, espetos, entre outros. “Estes materiais precisam ser embrulhados em jornal antes de ir para o lixo”, contam as crianças que ficaram craques no assunto. Ah! O Nivaldo contou também que a Emdurb está com um programa educativo para o tratamento de lâmpadas fluorescentes, que não podem ir direto para o lixo, pois contêm produtos tóxicos. “As lâmpadas fluorescentes que não estiverem quebradas, podem ser destinadas à Emdurb. Há uma taxa de R$ 0,50 para que a lâmpada tenha o destino correto.”
Lixo que não é lixo
As estagiárias da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) Cris, Vera e Isabella falam para a turminha sobre os lixo reciclável. “As crianças sabem muito, mas é sempre bom conhecer algo novo. Hoje ensinamos a fazer o bilboquê com garrafas plásticas e também falamos sobre a importância de plantar e cuidar das árvores, mas as espécies certas, pois algumas crescem muito e podem causar transtornos em locais aonde há fios e calçadas. A Semma pode orientar os pais que queiram informações”, explicam as estagiárias.
A turminha da Emei João Maringoni ficou atenta aos materiais usados para fazer o brinquedo de sucata. “É só ter uma garrafa pet, linha, saquinho plástico e fita adesiva”, ensina a galera. O lixo reciclável deve ser separado por suas características: metal, papel, vidro e plástico.
De olho no trânsito
O Lauro, da Emdurb, foi o responsável por ensinar a turminha sobre a forma correta de se comportar no trânsito, pois os condutores de veículos obedecem regras e os pedestres também. “Eles são muito espertos, sabem que não podem andar no banco da frente até os 10 anos e da necessidade de usar o cinto de segurança, mas às vezes esquecem de dicas importantes, como atravessar na faixa de pedestre, olhar para os dois lados e também para o chão, pois pode ter um buraco ou uma poça d’água e aí leva um chão”, explica, com bom humor, o educador. Em atividades lúdicas, Lauro apresenta noções fundamentais ao dia-a-dia da criançada, até chegar a forma correta de andar com a sua bicicleta. “Pedalar na calçada não pode. Há lugares mais adequados, como pracinhas, campos e mesmo no quintal. Bicicleta na rua, só mesmo pedalada por um adulto. E na hora de atravessar a rua na faixa de pedestres é necessário descer e empurrar a bicicleta.” Afinal, o nome já diz: faixa de pedestre, quem anda a pé. “Ah! Mas o meu amiguinho anda de cadeira de rodas, pode?”, questionam. “Claro que pode, não é bicicleta!”
Cidadania
Já o passeio pelo Bosque da Comunidade, com direito a parquinho no final, fica sob a responsabilidade da Anauá, que apresenta os animais como galinha d’angola, gatinhos e pombos, as árvores e todos os elementos que compõem o local, como a locomotiva a vapor 404. “É um momento descontraído, quando eles perguntam, mostram o que sabem e se divertem bastante”, conta Anauá ao passear com a turminha da escola. Depois do aprendizado, a turma tomou um lanche e a escola recebeu o material didático produzido pela Emdurb para que, em sala de aula, os alunos tenham a oportunidade de retomar o assunto e fixar as informações. Legal! O projeto “Educando o cidadão para o futuro”, desenvolvido pelo setor de Educação da Emdurb, conta com a parceria da Transurb e secretarias municipais de Meio Ambiente e de Educação.