Tribuna do Leitor

Concordo e discordo


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Aproveito este democrático espaço para, ao mesmo tempo, apoiar uma e contestar outra, entre as duas manifestações publicadas no último dia 30 de junho. A primeira, do leitor Roberto Di Ruzze, merece toda a atenção e tem o meu apoio; concordo em gênero, número e grau com os 13 enunciados de sua missiva, numa lembrança histórica de um Brasil não muito distante. A este número de boas coisas da citada época, poder-se-ia acrescentar alguns itens, tais como:

14) Não havia PCC nem o malfadado crime organizado. 15) Não havia rebeliões em presídios. 16)Não havia o medo e a impotência das autoridades à mercê dos bandidos e terroristas; tampouco existia uma circulação tão intensa de drogas pelo país. E por aí vai ... Hoje, num regime de liberdade ( ?!? ), o infeliz brasileiro, em sua maioria, ufanando-se de viver num país “democrático”( ?!?), passa fome, é esbulhado, vilipendiado, extorquido e massacrado pelo sistema neoliberal, que lhe proíbe de ter uma vida digna e prazerosa.

E o pior de tudo é que nosso presidente Lula recebeu esta herança maldita e pretende - pela postura até então mostrada - aumentá-la ainda mais, jogando no lixo a grande esperança nele depositada por milhares de brasileiros. Para que serve a democracia neste país, não é mesmo meu caro Di Ruzze ? Com relação à segunda missiva, permito-me, respeitosamente, discordar do que pensa o sr. Ben-Hur Peres Rego - um dos decanos desta Tribuna - quando ele revela seu pedido de clemência ao presidente Lula em favor do filho do nosso grande Pelé, o Edinho.

Em que pese toda a genialidade, o talento e a importância do “Rei do Futebol" para o nosso Brasil, não se pode misturar as “bolas". Infelizmente, pelo que se sabe e até prova em contrário, o Edinho foi indiciado, segundo seus acusadores, de ser algo mais do que um simples usuário de drogas. É profundamente doloroso para qualquer pai, famoso ou não, rico ou pobre, negro, branco ou de qualquer outra raça, passar pelo que passa o sr. Edson Arantes do Nascimento.

Agora, pedir a remissão do suposto crime em nome da relevância e notoriedade de alguém é simplesmente corroborar com a injustiça e a desigualdade social já tão acentuadas neste país. Meu caro senhor Ben-Hur, a lei deve ser igual para todos. Assim esperamos.

Fernando Lucilha Jr. - RG 5023414

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