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Região usa estratégias diferentes para driblar a gravidez adolescente

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma pesquisa da Secretaria do Estado da Saúde revela que a avalanche de informações sobre os métodos contraceptivos para adolescentes está surtindo efeito. Nos últimos sete anos o número de nascimentos de bebês filhos de meninas/mães no Estado de São Paulo diminuiu 27,9% na faixa etária de 10 a 19 anos. O estudo foi feito entre 1998 e 2004.

No primeiro ano da pesquisa foram registrados 148.019 bebês gerados por mães adolescentes. O número significou 20% de todos os partos. Passados seis anos, os partos de jovens mães reduziram três pontos percentuais, passando a significar 17%, com 106.737.

A educação sexual nas escolas, trabalhos em comunidades específicas, além das inúmeras informações veiculadas na mídia, são fatores apontados por especialista para a redução. Porém, nem todos os números estão em queda. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que na faixa etária de 10 a 14 anos os partos se mantiveram no mesmo patamar de 1998 a 2003, com uma média de 28 mil por ano.

A estatística preocupa o Ministério da Saúde, que estuda uma nova política de abordagem, como introduzir a educação sexual e o acesso aos preservativos nas escolas públicas dos 10 aos 15 anos, atualmente o público alvo é dos 13 aos 24 anos.

A gravidez indesejada entre esse público pode estar ligada ao número de abortos clandestinos, supõem os especialistas. No ano passado, o SUS registrou 49 mil atendimentos de adolescentes na curetagem pós-aborto, sendo que 2.711 das atendidas tinham de 10 a 14 anos.

A organização não governamental Countdown 2015 divulgou relatório intitulado de “Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva”. O estudo revela que no Brasil 18% das adolescentes entre 15 e 19 anos já têm pelo menos um filho e cerca de 60% dessas gestações não foram planejadas ou não são desejadas.

Na região de Bauru, avalanche de informações é a fórmula utilizada para prevenir a gestação precoce. Em Marília, o jovem recebe orientação na escola, nas casas do pequeno cidadão e nas palestras sobre DST/Aids. A redução de 1999 a 2004 foi de 24,6%.

Lençóis Paulista conseguiu zerar a gravidez de 10 a 14 anos apostando na prevenção. O município trabalha com palestras até nas escolas que só recebem jovens do sexo masculino. A paternidade responsável é um dos pontos debatidos nas palestras para estudantes.

Em Jaú, a Secretaria Municipal da Saúde faz a prevenção e se preocupa com o nascimento das crianças prematuras. Quem faz o pré-natal nos moldes indicados é ‘premiado’ com fraldas durante seis meses.

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