Economia & Negócios

Sem avanços, greve do INSS continua

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completa hoje 34 dias. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e Previdência (Sinsprev), José Aparecido Antunes, no Estado de São Paulo há 70 agências da Previdência Social com atendimento parcial, incluindo Bauru. Em âmbito nacional, a adesão ao movimento é em torno de 80%, segundo ele.

Ontem à tarde, uma comissão representando a categoria participou de uma audiência em Brasília com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardes. Mas somente hoje deve ser feita uma reunião de avaliação por parte dos grevistas.

“Nós queremos que a greve termine o mais rápido possível, mas não podemos, de forma alguma, aceitar esse reajuste de 0,1% que o governo (federal) está oferecendo. Além disso, temos várias outras reivindicações, como a abertura de concurso público para contratar mais funcionários. Em Bauru, por exemplo, há uma deficiência em torno de 100 servidores do INSS para atender a população”, afirma Antunes.

A categoria também reivindica que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) seja estendido a todos os servidores, paridade salarial entre os aposentados e o pessoal da ativa, incorporação dos reajustes por toda a categoria, entre outros pedidos. Nas audiências ocorridas na semana passada, em São Paulo e Brasília, não houve nenhum avanço nas negociações referentes à greve.

Segundo Antunes, a agência da Previdência de Jaú também continua paralisada, assim como em Santa Cruz do Rio Pardo. Já a de Marília (que não faz parte da região de abrangência da gerência de Bauru), está funcionando normalmente.

Em Bauru, continua sendo feito o atendimento previamente marcado a usuários e agendamentos no período das 7h30 às 11h. A agência fica na quadra 1 da rua Azarias Leite.

O protesto da categoria é contra a proposta de reajuste salarial de 0,1% feita pelo governo federal. Os servidores do INSS querem reposição emergencial de 18% - índice correspondente às perdas acumuladas no governo Lula - e a recomposição das perdas registradas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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