Economia & Negócios

Consórcio apoiado pelo Estado poderá impulsionar turismo

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Através de consórcios regionais, a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo pretende fomentar a realização de salões regionais de turismo, que vão explorar o potencial econômico e turístico da região de Bauru. A afirmação foi feita ontem pelo secretário estadual de Turismo, Fernando Longo, que esteve em Bauru para a cerimônia de posse da primeira diretoria executiva da recém-criada Federação Paulista de Convention &Visitors Bureau.

De acordo com o secretário, os consórcios serão viabilizados ainda neste ano. “Somando aos salões regionais, a idéia é também fazer um salão paulista de turismo e, por fim, este integraria o salão do Ministério do Turismo. Nos salões regionais, além das potencialidades nós também vamos traçar os roteiros e os circuitos”, afirma Longo.

Ele assumiu a pasta de Turismo no governo estadual há três semanas. Com a experiência anterior obtida como secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bernardo do Campo, Longo afirma que a secretaria tem vários projetos para colocar em prática e que atuará de forma mais dinâmica agora que a pasta foi desmembrada, já que antes incluía ainda os ramos de Ciência e Tecnologia.

“Uma das metas da pasta é fazer uma forte integração entre o poder público, envolvendo governo do Estado e governos municipais, e tudo que compõe o mundo do turismo. Essa integração vai se dar através dos consórcios regionais e tenho certeza que essa região é muito rica e muito próspera para o turismo do Estado de São Paulo, que é o mais expressivo do Brasil”, afirma o secretário.

Longo destaca que o Estado tem expressão turística em todas as vertentes, incluindo turismo de negócios, receptivo, rural, ecológico, religioso, entre outros. Nesse contexto, a região de Bauru é exaltada pelo secretário como de grande potencial para o desenvolvimento econômico por meio da exploração do turismo.

“Essa região é muito rica nesse sentido. Através dos consórcios, vamos conseguir estabelecer um circuito turístico e roteiros interessantes que vão promover o desenvolvimento regional. Aliás, já existem dois roteiros em Bauru, envolvendo cidades da região, e agora é só uma questão de articulação e integração”, avalia o secretário.

Dinamismo

De acordo com o secretário, agora que a sua pasta está voltada exclusivamente ao Turismo - após ter sido desvinculada da Ciência e Tecnologia -, as ações do governo poderão ser mais dinâmicas e colaborar de forma mais efetiva para o desenvolvimento dos municípios e do Estado.

“Hoje o turismo representa o terceiro fator de desenvolvimento econômico no mundo, sendo que o Brasil e mais especificamente o Estado de São Paulo acompanham isso. Ao desmembrar a secretaria (de Ciência, Tecnologia e Turismo) e transformá-la em autônoma, o governador Geraldo Alckmin reconhece a importância do turismo no desenvolvimento econômico”, observa.

Em relação ao orçamento da pasta, Longo diz que ainda não é possível falar em valores. “O orçamento está sendo discutido, pois ainda estamos montando o nosso projeto de administração. Mas a partir de agora, a pasta terá um orçamento próprio.”

____________________

Comprometimento

Ontem, o secretário estadual de Turismo, Fernando Longo, também participou de uma reunião com prefeitos da região de Bauru. O objetivo era apresentar as propostas da secretaria e discutir formas de promover a integração entre municípios e Estado. “Eu venho buscar na região o comprometimento do poder público e da sociedade organizada.”

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Garroux Sampaio, entregou ontem a Fernando Longo um ofício pedindo a cessão em comodato de parte da área onde funcionava a estrutura operacional da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), hoje incorporada à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep). O espaço seria adequado para a realização de feiras e convenções.

“Eu concordo com essa reivindicação. Não é possível que uma região tão rica como essa não tenha um centro de exposições e convenções. Nós precisamos de um centro que possa servir de instrumento para que a região faça o seu papel no desenvolvimento do turismo e econômico. Temos que construir esse projeto juntos e apresentá-lo ao governador. Para isso, a região precisa saber o que quer e ter um projeto técnico condizente.”

Comentários

Comentários