Um pulo. Pouco mais de três horas de vôo separam São Paulo de Maceió, a Capital alagoana que cheira a melaço e tal como ele é doce no trato com os visitantes.
Número um na escolha dos casais em lua de mel e de famílias com filhos em idade escolar que em julho procuram relax junto ao mar, Maceió atende a todos os anseios.
É uma metrópole com jeitão de interior, possui uma bela orla cercada de coqueiros, redes e quiosques, lagoas cristalinas muito próximas a área urbana, piscinas naturais em meio ao mar por conta de uma infinidade de arrecifes e é detentora do mar mais azul do continente brasileiro.
O mar de Maceió, cantado em verso e prosa continua rendendo frutos em termos de turismo. Lembra o Caribe mas com preços de Brasil. Como a estação chuvosa este ano se antecipou no Nordeste brasileiro, julho é uma boa pedida de descanso por aquelas bandas.
Ao desembarcar no Aeroporto Zumbi dos Palmares (o novo está para ser inaugurado) o visitante pode se questionar se fez a escolha certa, por conta da distância até a orla da cidade, onde estão localizados os principais hotéis, entre eles o Jatiúca. A ordem é não se apoquentar, ir se distraindo com os guias que contam estorinhas pitorescas e aguardar a visão do paraíso: jangadas lançadas ao mar, pescadores jogando truco, rendas e artesanato espalhados pelas barraquinhas de Pajuçara, a brisa constante aplacando o calor e aquela gente bonita, sorridente, a trançar pelo calçadão.
Conheça o mar
A orla urbana de Maceió é pequena e engloba três praias - Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara. Um pouco mais distante, fica Cruz das Almas, já no distrito do mesmo nome.
Distância que pode ser percorrida a pé, sem maiores problemas. É como se fosse a nossa Getúlio Vargas em dias de céu claro e calor abrasador.
Todas praticamente iguais, com detalhes simpáticos como guarda-sóis, turistas de todas as partes banhando-se no mar, barraquinhas de tapioca com os mais inusitados recheios e gente passeando a pé ou de bicicleta com o fone de ouvido a postos.
A agitação é constante desde às 5h quando o sol já ilumina o Nordeste, contrastando com a calma das ondas que quebram na praia.
Mesmo assim é bom saber que existem diferenças entre as águas de uma e outra praia.
Jatiúca é praia de tombo, mar irregular, que pede calma na hora de entrar na água. Está cercada de palmeiras, que formam sombras por toda a extensão da praia.
Abriga vários hotéis e lojas para turistas, com galerias diversificadas que vendem peças de artesanato. É a primeira das praias com bastante infra-estrutura.
A partir dela se desenvolve uma Maceió diferente, variada, atraente e com cheiro de tapioca doce.
Se o calor não for incômodo, é possível caminhar meia hora e chegar a Ponta Verde, praia freqüentada pelos moradores da Capital, com seus bares e restaurantes mais sofisticados do que no restante da cidade.
Lá, de um lado da areia, fica tudo mais caro e luxuoso. Na outra faixa, sem fazer oposição, o mar continua verde e sereno. É a praia para almoçar bem, para fazer compras e para conhecer gente.
Pajuçara, a última na seqüência, é a praia das piscinas naturais, que exibe de longe as velas de 180 jangadas, estacionadas uma ao lado da outra, enquanto esperam os grupos de turistas se formarem.
Cada uma leva até seis pessoas - e todas precisam seguir as normas da capitania local.