Tribuna do Leitor

Parabéns, Cássia F. Scriptore!


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Tenho certeza que tudo que você colocou em seu artigo traduz o pensamento de 90% da população bauruense. As pessoas carentes realmente não merecem atenção e respeito por parte das autoridades. O negócio é deixar morrer como o caso dessa criança que morreu por falta de medicamentos.

Disseram as pessoas envolvidas que os pais não procuraram, mas será que eles foram orientados a procurar outros órgãos? Será que eles sabem que existem outros locais para procurar os remédios. Geralmente essas pessoas nem sabem ler!

E a falta de remédios é problema em todas Unidades de Saúde. No Ipiranga, faz mais de um mês que não tem Glucoformim 850, que é medicamento para diabetes e, quando questionados, nos dizem que nem na Secretaria de Saúde tem o remédio. Agora, eu pergunto: qual a providência que eles tomaram? Ou eles vão esperar os diabéticos também morrerem. Nem AAS tem!

Em uma reportagem da Record Urgente, vimos que em Marília também se desativou os PSs. Em entrevista, o sr. secretário de Saúde de lá disse que foi necessária essa medida por falta de médicos. Portanto, se lá com a Unimar com residentes que atendem nos PSs não há médicos, quando o sr. prefeito vai conseguir contratar! Nunca!

Pois é, Cássia, por tudo que você escreveu, é que eu lhe dou parabéns. Ficar no P.S. Central é uma prova de paciência, é ser humilhada, e com mau atendimento, porque os funcionários e médicos devem cansar com tanta demanda. Mas, para as autoridades é mais fácil cortar o pé do que curar a unha!

Myriam Campos Vecchi Rodrigues - presidente do Conselho Gestor da Popular Ipiranga - RG 3.181.095

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