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Vôlei: Brasil enfrenta Sérvia pelas finais da Liga Mundial

Da Redação
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Belgrado - Depois de uma grande campanha na primeira fase do torneio (11 vitórias e uma derrota), a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei busca a partir de hoje, em Belgrado (Sérvia e Montenegro), seu terceiro título seguido na Liga Mundial - o quinto no total.

Atual campeão olímpico, o Brasil, que acumula os títulos de 1993, 2001, 2003 e 2004 da Liga, enfrenta a seleção da casa em jogo que servirá para definir as semifinais da competição. O duelo será realizado às 15h (de Brasília). Quem vencer pega o perdedor de Cuba x Polônia nas semifinais.

Sérvia e Montenegro contará com a força de sua torcida e com alguma de suas estrelas, como Ivan Miljkovic e Nikola Grbic. “Será a final do equilíbrio, onde poderemos ver a diferença entre homens e meninos”, prevê o técnico Bernardinho, que ontem treinou a equipe em dois períodos.

Antes de chegar a Belgrado, a equipe treinou durante três dias na Alemanha. “O time cresceu, melhorou, mas ainda espero mais. Nossa maior preocupação é terminar as finais com a convicção de que fizemos tudo o que poderíamos. Tradição e resultados anteriores não nos garantem nada a partir de agora”, diz Bernardinho.

E se depender de determinação, a equipe brasileira manterá a hegemonia que dura dois anos. Até mesmo o oposto André Nascimento, poupado do treino da manhã por causa de uma gripe, garantiu que estará firme e forte contra os sérvios-montenegrinos. “A expectativa para a estréia é ótima. Estou melhor e treinei bem”, disse após o treinamento da tarde, na Beogradska Arena.

Para Dante, a expectativa também é a melhor possível. “O time está concentrado, fechado. Fizemos um bom treino e estamos prontos. Este primeiro jogo vai ser um teste forte, contra uma equipe que ataca e saca bem. Além disso, será importante para sentir a pressão de um ginásio lotado pela torcida adversária”, diz Dante.

Ljubomir Travica, técnico da Sérvia e Montenegro, revela que sua equipe deverá aproveitar a vantagem de jogar em casa. “A torcida fará pressão, mas será uma pressão favorável, que nos fará jogar ainda melhor. Esta primeira partida não é classificatória, mas sempre se quer vencer quando se enfrenta a melhor equipe do mundo. E hoje esta equipe é o Brasil”, diz o treinador.

Feminino

A seleção feminina também está em ação, já que disputa o Grand Prix, a versão da Liga Mundial para mulheres. Hoje de madrugada, às 5h (de Brasília), as meninas estreariam contra a Holanda, na terceira fase da competição, em Taipei.

Se o Brasil vencer este jogo e Itália ou Estados Unidos não paassarem por Alemanha e Tailândia, respectivamente, conquistará a classificação antecipada à fase final, que será disputada de 13 a 18 deste mês, em Sendai, no Japão. As brasileiras ainda jogarão contra a Coréia do Sul, amanhã, e Cuba, no domingo, ambos os confrontos às 4h (de Brasília).

Entre as apostas da renovada seleção feminina, está a ponta Sassá, uma das jogadoras mais experientes mesmo diante de seus 22 anos. Isso porque, ao lado de Valeskinha, ela é a única do atual elenco que disputou os Jogos de Atenas.

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Os adversários, segundo Bernardinho

Cuba

“É uma equipe forte fisicamente, com jogadores de grande capacidade, que, em um dia inspirado, podem vencer qualquer um. É um time que saca forte e bloqueia bem, mas comete alguns erros no passe. Temos de ter paciência e consistência.”

Polônia

”É um grande time, com jovens talentos. O país vem fazendo um bom trabalho com as seleções de base para tentar retomar a tradição que tinha nos anos 70. Saca forte e tem um bloqueio alto, que passou a atuar mais taticamente, com opções diferentes das que fazia tradicionalmente.”

Sérvia e Montenegro

“Tem sido nossos rivais ao longo dos anos. Jogam em velocidade e tem um oposto muito bom. Atua em um sistema parecido com o do Brasil, saca bem, tem jogadores muito fortes e um bom equilíbrio entre ataque e defesa.”

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