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Bauru registra mais 2 casos de leishmaniose

Da Redação
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O Instituto Adolfo Lutz confirmou ontem mais dois casos de leishmaniose humana em Bauru. Trata-se de duas crianças, um menino de 3 anos que mora na Parque Jaraguá, e uma menina de 4 anos residente na Vila Zillo. Ambos já estão recebendo tratamento adequado no Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo. A informação é do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Agora já são 14 casos da doença em humanos registrados neste ano na cidade. Nesta semana já havia sido registrado um outro caso de leishmaniose. O paciente é uma jovem de 18 anos moradora do Jardim Ouro Verde que está em tratamento no HE.

O DSC informa que na região do Parque Jaraguá onde foi registrado um dos últimos casos da doença, já foi feito o trabalho de busca ativa em humanos e inquérito sorológico de animais. Na próxima semana as equipes estarão na região do Ouro Verde, onde foi registrado o 10.º caso. Assim que os trabalhos forem concluídos as equipes irão para a Vila Zillo.

Os demais casos registrados na cidade neste ano foram nos seguintes bairros: Jardim Carolina (um), Jardim Eldorado (dois), Núcleo Edson Francisco da Silva (dois), Centro (um), Vila Nova Paulista (um) e Vila Giunta (dois). No ano passado foram registrados 28 casos de leishmaniose em Bauru e três mortes. Em 2003, 17 casos positivos e uma morte por leishmaniose.

A doença é transmitida a cães e humanos através do mosquito palha, que se procria em folhas e outros materiais em decomposição. No mês passado, o DSC informou que os dados parciais de um diagnóstico ambiental que está sendo feito na cidade apontam que os quintais - e não os terrenos baldios - são os principais focos de leishmaniose em Bauru. O maior problema está nos imóveis com vegetação que produz sombra, ou seja, árvores no fundo do quintal, com copa grande, que vedam o acesso do sol, e tornam o ambiente úmido.

Com a queda das folhas ou frutos, o material entra em decomposição e está formado um dos ambientes perfeitos para a proliferação do mosquito palha, transmissor da doença. Antes do início do estudo, a suspeita que os criadouros do mosquito palha estavam concentrados em terrenos baldios. Tanto que já foram feitos mutirões de limpeza em terrenos baldios localizados em bairros com maior incidência da leishmaniose.

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