Belgrado - A Seleção Brasileira de Vôlei Masculino venceu a Sérvia e Montenegro por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 23/25, 26/24, e 25/21, ontem, em Belgrado, em partida válida pela fase final da Liga Mundial-2005. Na abertura da rodada, a Seleção da Polônia venceu Cuba por 3 sets a 2, com parciais de 23/25, 26/24, 25/16, 22/25 e 15/13.
Os jogos de ontem serviram apenas para definir os confrontos das semifinais, que serão disputados hoje. O Brasil enfrentará Cuba, às 12h (de Brasília). Na outra semifinal, a Polônia irá jogar contra Sérvia e Montenegro.
Atual campeão olímpico e mundial, o Brasil, comandado pelo técnico Bernardinho, busca seu quinto título na competição, sendo o terceiro seguido. O Brasil foi campeão da Liga em 1993, 2001, 2003 e 2004.
No jogo de ontem, a equipe brasileira montou um verdadeiro “paredão” diante dos gigantes europeus. Foram 20 pontos de bloqueio para a equipe de Bernardinho, contra apenas nove de Sérvia e Montenegro. O desempenho fez a diferença em uma partida em que as duas equipes empataram em pontos de ataque (47 para cada).
Equilíbrio também no duelo pelo posto de maior pontuador do jogo: André Nascimento teve 19 acertos e Ivan Miljkovic, 18.
No set decisivo, os sérvios-montenegrinos chegaram a abrir 6 a 1. Mas o Brasil marcou cinco pontos seguidos e empatou a partida. Foi a senha para a virada, que terminou com a vitória em 25/21 em ponto do oposto Anderson. “Foi um bom jogo, com rallies disputados, mas também com grande número de erros. Tivemos altos e baixos, mas no primeiro set o Brasil apresentou um jogo próximo ao do ciclo passado. O grande número de bloqueios foi o ponto positivo. Os erros de saque foram o ponto negativo”, avaliou Bernardinho.
Para o perfeccionista treinador brasileiro, o jogo de hoje contra Cuba será dos mais complicados. “Enfrentaremos um time forte fisicamente e que cresceu muito tecnicamente. Sérvia e Montenegro contra Brasil seria uma grande decisão, mas as duas equipes terão adversários difíceis na semifinal”, disse Bernardinho.
Ljubomir Travica, técnico da Sérvia e Montenegro, também elogiou o bloqueio brasileiro. “Foi o que fez a diferença. No geral, foi um jogo de alto nível técnico e a distância entre as duas equipes não é grande. Mas cometemos alguns erros que tentaremos evitar na semifinal", disse o treinador da equipe européia.
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Duelo se repete pelo Grand Prix
Taipei - A Seleção Brasileira encerra nesta madrugada sua participação na fase de classificação do Grand Prix de Vôlei Feminino, às 4h (de Brasília), contra sua maior rival: Cuba. Ontem, as brasileiras ganharam de virada da Holanda por 3 sets a 1 (25/27, 25/19, 25/21 e 25/17), com 22 pontos da atacante Paula Pequeno.
O Brasil poderá entrar em quadra classificado contra as cubanas. Para isso, precisa de uma vitória contra a Coréia do Sul, em partida que ocorreria na madrugada de hoje, às 4h (de Brasília). As cubanas já estão garantidas na fase final, após vencerem ontem a Córeia do Sul por 3 sets a 0, mesmo placar que a China conseguiu contra a República Dominicana e que também garantiu às orientais vaga na decisão.
A meio-de-rede Valeskinha conhece como poucas a rivalidade com as cubanas e dá dicas às mais novas de como se portar amanhã. “O que a gente não pode é entrar nesse jogo que elas estão acostumadas a fazer. É a postura que elas têm, de se acharem as melhores. Temos que manter a concentração e procurar aplicar tudo aquilo que o Zé Roberto orientou nos treinamentos”, diz a capitã brasileira.
Por sua vez, a oposto Sheilla, de 22 anos, só sabe o significado deste clássico por ter acompanhado vários pela televisão. “Realmente, só enfrentei Cuba uma vez, no mês passado, em Montreux. Mas elas estavam com um time mais jovem, já que o principal disputava a Pan-American Cup. Mesmo assim, já deu para sentir. Elas provocam e gritam o tempo inteiro, querendo intimidar”, comenta a jogadora.
Da Redação