Maria Isabel de Sá, 73 anos, moradora no Sítio dos Abacateiros, aguardava a oportunidade para um transplante de córnea desde março deste ano. Ela foi a primeira receptora a ser inscrita pelo Hospital Estadual de Bauru na fila de espera.
O tecido transplantado foi enviado pelo Banco de Olhos de Marília. O serviço foi feito um dia após o hospital ter sido avisado da disponibilidade da córnea. Maria Isabel passa bem, apesar do olho estar ainda um pouco inchado.
O diagnóstico da paciente, segundo o hospital, foi ceratopatia bolhosa no olho direito. De acordo com Maria de Fátima Silva Ferreira, 43 anos, a mãe dela começou a ficar com a visão prejudicada há alguns anos. Maria Isabel chegou a fazer uma cirurgia de catarata, mas o problema persistiu.
Ela conta que enxergava tudo embaçado e agora não esconde a satisfação de poder voltar a enxergar bem. Evangélica há cerca de dois anos, uma das coisas que ela mais quer é ter condições de ler a Bíblia.
A oftalmologista Erika Christina Pinho, especialista do setor de córnea do HE e responsável pelo transplante em Maria Isabel, disse que o risco de rejeição é de 10%, em média.
Dependendo do paciente, a retirada total dos pontos varia de seis meses a um ano para ser feita. Segundo Erika, quanto maior é a perda de visão do paciente, mais rápida é a recuperação após a cirurgia.