Regional

Fabricante de luvas de proteção quer verticalizar sua produção

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O empresário Márcio Ferrari está disposto ampliar sua produção. Além de fabricar equipamentos de proteção, usado na construção civil e metalúrgica, como as luvas, aventais, perneiras (proteção para as pernas), mangotes (proteção para os braços), ele quer criar novas ‘padronagens’ de couro e até confeccionar cintos e bolsas com o couro mais trabalhado.

Ele pretende navegar pelo segmento de moda. “É uma idéia antiga, já tenho uma máquina para fazer cintos masculinos e femininos. Falta mão-de-obra qualificada.”

Ele acha interessante saber que existem mercados a serem desbravados. “Aqui nós temos um único produto que são as luvas de raspas.”

Para melhorar essa situação, ele que também faz parte da secretaria de desenvolvimento do município. “Trouxemos, através do Sebrae e do Senai, os cursos de pesponto e costura. A idéia é qualificar pessoas para poder diversificar.”

O problema, segundo ele, é que a qualificação profissional não atrai muito, especialmente as costureiras. “A participação é muito pequena. Temos aproximadamente 1.500 costureiras para uma população de 11 mil habitantes, é quase 15% da população que costura luvas. No primeiro curso nós tivemos 90 costureiras, algumas já tinham formação e fizeram reciclagem.”

Os cursos continuam, graças a uma parceria da Prefeitura e da Sindacouros. “Temos seis máquinas para continuação do curso. Já temos outra turma com seis alunos. Estamos tentando aumentar o treinamento de 30 para 45 dias.”

Exportar é outra alternativa que está na agenda do empresário. “Já vendemos para o Brasil todo. Pretendo exportar, inclusive tenho uma empresa que está apta a exportar. Eu me antecipei a esse processo.”

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