Política

Ponte terá estudo antes de recuperação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) anunciou ontem que a conclusão da reforma na ponte Ayrton Senna, interditada desde dezembro de 2002, ainda vai esperar a contratação de estudo sobre as condições de superestrutura da obra. Em uma nova reunião com engenheiros e assessores para discutir a próxima etapa da reforma, realizada ontem, o chefe do Executivo ponderou que é melhor contratar a avaliação de especialista para decidir pelos investimentos necessários à recuperação do local.

A assessoria de imprensa do Executivo informou que o prefeito se reuniu com os secretários municipais de Obras, Leandro Joaquim, e de Planejamento (Seplan), Isidoro Schafranski, além de técnicos e engenheiros para discutir os próximos passos a serem tomados na obra. A ponte teve construção iniciada em 2000 e deveria interligar o núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial (veja histórico nesta página). O presidente da Câmara Municipal, Toninho Garmes (PSDB), e o vereador Faria Neto (PDT), também participaram da reunião. Garmes é autor de ação popular que busca o ressarcimento pelos prejuízos causados e a devolução dos valores já gastos com a reforma até agora.

“Será feita uma avaliação de custos para a contratação da revisão da superestrutura junto a empresas especializadas na matéria”, informa a assessoria da prefeitura. A administração vai decidir se este trabalho poderá ser contratado por via direta ou se terá que ser submetido à licitação.

Segundo o Executivo, as fundações da ponte não oferecem mais problemas, cujas fissuras nas estacas foram atacadas com projeto e recuperação contratado e executado ainda pelo governo Nilson Costa. “As fundações não oferecem problemas e a prefeitura entende que antes de investir novos recursos é necessário certificar-se de que não existem problemas decorrentes das deformações na época do colapso da fundação. Esta análise vai fornecer subsídios para que se decida quanto à forma de aterramento dos encontros (laterais), que será feito após a conclusão dos estudos”, cita a assessoria.

Análise dos efeitos

Consultado pelo JC para comentar o assunto, o engenheiro Eric Fabris - que participou do encontro na prefeitura como colaborador à análise da questão - considera necessária a avaliação da superestrutura. “Realmente a recuperação da fundação executada pelo engenheiro Albiero é inquestionável. Isso está resolvido. Agora falta o estudo das demais partes da ponte, para cima. É uma análise das conseqüências da reforma para o pilar e as vigas e a situação das cargas verticais e horizontais nesta superestrutura”, avalia.

O engenheiro menciona que o estudo para decidir como será realizada a nova etapa de recuperação se deve, sobretudo, ao fato de que a prefeitura só contratou o reforço da fundação na fase anterior. “Já tinha dito na reunião técnica anterior que estranhei a prefeitura só ter contratado o projeto de recuperação da fundação, sem incluir a análise dos efeitos sobre as demais partes da obra”, reforça Fabris.

Outra resposta a ser dada pelo profissional a ser contratado neste momento é a técnica a ser usada na execução do aterro, opina Fabris. “O profissional terá de responder também, na minha opinião, se o aterro tem que receber solo envelopado ou terra armada (arrimo), item que também permanece em aberto”, explica. O arrimo funciona como um apoio adicional às laterais da ponte.

Para Fabris, por fim, o estudo deve ser contratado junto a profissional especialista em construções e cálculos de ponte e com experiência em projetos específicos no setor.

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