Tênis na Argentina
Dentro de cinco anos a Argentina será uma verdadeira fábrica de tenistas. Basta ver o ranking internacional onde um grupo deles está entre os melhores do mundo. A previsão é que o tênis naquele país poderia ser o segundo esporte nacional. A afirmação é do espanhol Carlos Moya impressionado com o desenvolvimento do ex-esporte branco entre os “hermanos”.
De acordo com especialistas, esse “boom” está se repetindo em 30 anos e não será um fenômeno passageiro, já que as quadras e escolas de tênis proliferam, entrada para os jogos estão sempre esgotadas, novos clubes estão em construção, outros estão sendo ampliados e professores/técnicos não tem horários disponíveis para os interessados.
A Associação Argentina de Tênis (AAT) calcula que cerca de 2 milhões de pessoas praticam tênis que é ensinado em mil escolinhas Nos anos 70 esse total era de 3 milhões. Foi na era Guillermo Vilas, o Gran Willy.
Ele inventou a jogada que tem seu nome. É quando o atleta passa pela bola e consegue rebatê-la entre as pernas, as vezes fazendo o ponto, que é o máximo da perfeição e sempre aplaudida. Outro ídolo um pouco esquecido é José Luiz Clerc e teve ainda a bonita Gabriela Sabatini na década de 80 e início de 90, e que virou marca de perfume.
Entre os ídolos da nova geração entre crianças, jovens e adultos estão Gastón Gaudio, Guillermo Coria, David Nalbandian, Mariano Puerta, José Acasuso, Guillermo Canãs, Gisela Dulko, Clarissa Fernández, Paula Suares e outros.
Seria o caso de representantes da Confederação Brasileira de Tênis e das federações conversarem com os argentinos para saber os procedimentos e providências para que o mesmo possa ocorrer no Brasil, já que é uma das poucas coisas que os brasileiros podem imitar ou invejar em termos de Argentina.
Os dirigentes do tênis nacional perderam uma grande oportunidade durante a era Guga para o tênis deslanchar no país. Infelizmente, o tempo passou, fizeram planos, e tudo não saiu do papel. Aliás, em termos de esportes, sobram planos e idéias, o que falta, como sempre, é colocar em prática.
Instituto do Tênis
Recentemente, foi criado o Instituto do Tênis (IT) visando a formação de jogadores, intercâmbios com países vizinhos, contratação de profissionais experientes no circuito internacional e na preparação de atletas. Dois argentinos estão fazendo parte do IT: Alberto Osete, preparador físico da equipe da Copa Davis daquele país. Na coordenação médica, está Alejandro Resnicoff e estão tentando trazer o técnico “hermano” Patrício Arnold, ex-tenista profissional. É esperar para conferir no que vai dar e torcer para que dê certo.