Tribuna do Leitor

Gravidade e indiferença


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Senhor Diretor:

Notícias veiculadas na mídia dão conta de que a reunião do G-8, realizada na semana próxima passada, na cidade de Gleneagles, na Escócia, terminou com uma quase indiferença para com os problemas causados pelo aquecimento global. Da pauta estabelecida, foram aprovadas as doações aos países pobres da África e aos palestinos. Sem dúvida alguma, duas decisões que merecem aplausos. Todavia, o que deveria ser discutido, com toda profundidade, não o foi. Demonstraram os senhores dirigentes dos países mais industrializados, e ricos, por consequência, ignorar a gravidade dos problemas climáticos. Parece-nos que eles fingem ignorá-la para, por certo, não diminuírem os imensos lucros advindos de suas indústrias e da comercialização dos combustíveis poluentes.

Quando será que os mandatários desses países atentarão para o perigo catastrófico que se aproxima? Será que, primeiro, vão esperar que aconteçam as elevações das águas dos mares aquecidos, que poderão destruir centenas de ilhas e cidades litorâneas? Será que esperarão que os metrôs de Londres, Nova York e outros sejam inundados permanentemente para tomarem as medidas urgentes e necessárias de proteção ao meio ambiente? Será que tudo isto é necessário para que o Sr. George W. Bush assine o tratado de Kioto?

Não é preciso ser cientista para se perceber que a natureza, sofrendo com as poluições atmosférias de toda ordem, já começa a reagir: tufões, furacões, enchentes colossais, secas, ressacas marítimas constantes, tsunames, efeito estufa, porosidade e buraco na camada de ozônio, etc.

Antes que seja muito tarde, necessário se torna que os países ricos comecem a pagar aos países pobres e emergentes os créditos carbono, regulamentando-os abrangentemente, para as implantações de projetos não poluidores e também para a preservação das matas nativas ainda existentes. Por outro lado, é preciso também desativar os locomotivas acionadas com óleo diesel, desestimular o uso de veículos automotores que usam combustíveis poluentes, que as usinas termelétricas não usem mais carvão e diesel, mas simm energia limpa.

É preciso, enfim, que não se joguem mais, na atmosfera, gases poluidores formados por dióxido de carbono (CO2), clorofluor, gás metano e outros também perniciosos, que causam o efeito estufa e destroem a camada de ozônio (densidade de gás azulado que envolve o globo).

Com medidas sérias tomadas e mais outras como a plantação de alguns milhões de árvores, proteção das nascentes e matas ciliares, poderemos conter a elevação do aquecimento global, diminuindo os desastres naturais, e manter a existência da camada de ozônio, que protege a vida na terra, filtrando e diminuindo a intensidade dos raios solares radioativos.

José Perea Martins - RG 3.571.804-3

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