O camarada era militante da esquerda, corajoso, destemido e o senhor seu pai era um pecuarista de relativo sucesso, com um rebanho considerável de vacas leiteiras, sendo fornecedor antigo de um laticínio local. Certo dia acompanhou o pai para acerto de contas no laticínio e escutou a reprimenda:
- “Seo” José... nós vamos parar de comprar leite do senhor!
- Por quê?
- O senhor está colocando água no leite!
- Porca miséria! Onde se viu isso... meu leite é puro!
- É... mas encontramos uns “lambarizinhos” em seus galões!
- E com o preço que vocês pagam... queriam o quê? Pintados, dourados? Vamos embora...ô Mirto! A partir de hoje vou fazer queijo!...
Contada por Antonio Pedroso Júnior