O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região - Sinserm - torna público seu posicionamento com relação ao assunto do fechamento da cozinha do Caic.
Em primeiro lugar, destacamos que consta na pauta de reivindicações da categoria, aprovada em assembléia e entregue ao prefeito Tuga Angerami, a reivindicação de construção de uma cozinha industrial em um terreno que a Prefeitura tem na Rua Aparecida. O objetivo é otimizar e melhorar o sistema de refeições servidas aos servidores, inclusive dos gêneros alimentícios.
Mas a Administração, durante reuniões com o Sinserm, defendeu que haveria outras alternativas para melhorar o sistema, mas que estava estudando nossas reivindicações. Ficou acordado que tão logo terminassem os estudos sobre tais alternativas, os mesmos seriam apresentados ao sindicato para a devida análise e prosseguimento das negociações.
Porém, sem que fosse até o momento apresentado qualquer estudo, tivemos informação de que a cozinha do Caic (local onde atualmente são preparadas as refeições dos servidores) será desativada no próximo dia 17, além do que, no holerite que foi entregue no dia 1 de julho não foi feito o desconto de 11 reais dos servidores que recebem o marmitex, tudo isso demonstrando que já foi tomada uma decisão que não nos foi comunicada. Há a intenção de terceirizar serviços? Ou serão distribuídos vales refeições? O que afinal foi estudado, avaliado e decidido?
Já vimos este filme antes (o da tentativa de terceirização) e não gostaríamos de uma reprise. Estamos aguardando até o momento o tal estudo, mas o Sinserm já antecipa que não aceita terceirização e entende que o vale-refeição, se for instituído, deverá ser direito de todos que dele precisarem, ou por necessidade financeira ou por necessidade absoluta de fazer a refeição próximo ao local de trabalho, enfim de todos os que se interessarem por se inscrever no programa de alimentação.
Não aceitamos, também, que os servidores que trabalham na cozinha do Caic sofram qualquer tipo de prejuízo.
As terceirizações já provaram serem prejudiciais aos cofres públicos, além de causarem a fragilização do serviço público, em detrimento dos servidores e da população.
Diretoria do Sinserm