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Vôlei: Brasil e China duelam pelo Grand Prix

Da Redação
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Sendai - A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei tem mais um jogo complicado na madrugada de amanhã, às 3h05 (de Brasília), pelo Grand Prix. A equipe do técnico José Roberto Guimarães tem pela frente a China, atual campeã olímpica e única equipe a derrotar as brasileiras na fase de classificação (3 a 0).

Apesar de ter sofrido duas derrotas inesperadas para Itália e Cuba, a China ainda tem chances de chegar ao título. Mas para isso terá de vencer as brasileiras.

Logo após aquela derrota para as chinesas, Zé Roberto chegou a comentar que “a equipe pecou pela ansiedade, perdeu grandes chances no jogo, principalmente no início, quando a China estava nos respeitando demais e jogava até com um certo medo”. De lá para cá, o Brasil jogou mais cinco partidas. Venceu todas.

E é esse amadurecimento que o técnico espera ver desta vez contra a China, num jogo de importância muito maior do que aquele em Macau. “Não conseguimos quebrar o passe da China naquele jogo. Só fizemos com que a número sete (Zhou) atacasse menos, o que foi pouco. Em compensação, a número três (Yang) e as meios tiveram um percentual alto de ataque, o que deu a tônica da partida. Mas nossa equipe ganhou corpo e confiança desde então, está um pouco mais rodada e vamos com força em busca dessa vitória”, afirma.

Zé Roberto observou de perto as derrotas da China para cubanas e italianas. Aprendeu um pouco mais sobre os segredos do voleibol chinês e pretende tirar proveito disso. “Nosso saque precisa ser de risco. A única maneira de enfrentar as chinesas é fazer com que elas joguem com bolas altas. A China não tem um ataque tão forte quanto o de Cuba, mas suas combinações ofensivas são muito acertadas, bem feitas. Daí a importância de se forçar o saque para quebrar o passe e as bolas não chegarem corretas às mãos da Feng (levantadora)”, avalia o técnico.

A China já perdeu duas vezes para a Itália neste Grand Prix, ambas por 3 a 0. E foi derrotada por Cuba por 3 a 2 depois de ter vencido com folga os dois primeiros sets. “Foi um jogo equilibrado contra as cubanas. Já contra as italianas, à exceção da número cinco (Chu), o time todo jogou mal. A Itália faz um jogo que se encaixa com o da China e, além de ter jogado bem, contou com a ajuda de Cuba, que venceu as chinesas na véspera e tirou a confiança delas. Antes do jogo, dava para ver o abatimento na cara das jogadoras”, relata Zé Roberto.

Até ontem à noite, Itália e Brasil dividiam a liderança da fase final do Grand Prix, ambas invictas, porém, as italianas possuem melhor saldo de pontos (44 contra 25). Hoje cedo o Brasil enfrentaria o Japão. A Itália pegaria Cuba.

A rodada desta madrugada, além de Brasil x China, tem Itália x Holanda e Cuba x Japão. O GP termina na segunda-feira com Holanda x Cuba, Brasil x Itália e Japão x China.

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