O secretário Municipal de Esportes e Lazer (Semel) de Bauru, Antonio Carlos Barbosa, disse ontem que vai levar ao Executivo a proposta feita durante reunião pública realizada na Câmara, ontem à tarde, de desapropriação da sede do Bauru Atlético Clube (BAC) para transformar o local em um Complexo Esportivo Popular. A proposta foi divulgada, durante a reunião, pelo presidente do Legislativo, Antonio Carlos Garmes (PSDB).
Ao final da reunião em que se discutiu as dificuldades da pasta e as ações implementadas até agora, Barbosa considerou como “fantástica” a proposta. “Eu vou levar ao Tuga essa proposta que para a cidade seria fantástica, muito interessante. Você imagina ter um complexo esportivo com todas as instalações que dispõe o BAC no Centro da cidade? Com a carência de equipamentos esportivos que temos, seria algo para marcar o setor”, opina.
As instalações do BAC, na sede urbana localizada nos Altos da Cidade, estão sem utilização desde a desativação das atividades, há vários meses. Os sócios e ex-diretores que atuam na organização não encontraram, até este momento, formas de viabilizar o retorno das atividades ao complexo esportivo com quadras e piscinas.
“Quero lançar a idéia e sugerir a desapropriação do imóvel do BAC para transformar o local em complexo esportivo com propriedade pelo município. Muitos sócios me procuraram para discutir a situação do BAC e estão muito tristes com a situação da área. Há também disposição em colaborar com as ações voltadas para o esporte e lazer municipal”, contou Garmes em plena reunião pública.
O vereador João Parreira (PSDB) acrescentou que existe dívida antiga do BAC com a prefeitura, o que pode facilitar a transação envolvendo valores. “O BAC tem dívida grande de impostos com o município, o que facilitará essa negociação em torno da desapropriação”, citou.
Estrutura precária
Durante a reunião pública, o secretário Antonio Carlos Barbosa se antecipou levantando a situação precária dos ginásios e estádios municipais destinados aos programas da pasta. “A estrutura das praças esportivas é precária e o orçamento da pasta é reduzido. Vamos ter de pedir suplementação já nesta etapa. Dos equipamentos esportivos, o último estádio construído é de 13 anos atrás e têm regiões da cidade que não contam com nenhum estádio”, aponta.
Do orçamento da pasta para 2005, estimado em pouco mais de R$ 1,5 milhão, cerca de R$ 1,2 milhão é para custeio, incluindo o pagamento de pessoal. Do Fundo de Assistência a Modalidades Amadoras (Fama) há previsão de R$ 210 mil para este ano. “Nós discutimos o mínimo do mínimo com o prefeito, que tem muitas dificuldades financeiras acumuladas, e temos uma previsão de R$ 500 mil do fundo para 2006. A situação é muito difícil e estamos atuando onde podemos”, aborda Barbosa.
O secretário foi cobrado, durante o encontro, sobre os critérios de distribuição de material esportivo e cessão de uso de equipamentos públicos, como os estádios. Ele rejeitou a tese de utilização política de doação de materiais e disse que as cessões de utilização de equipamentos não tem taxa.
“É importante esse tipo de reunião para que os vereadores esclareçam dúvidas como estas que alguém pode ter levantado para que não fiquem no ar. A taxa não vai mais existir e o critério de utilização é o da demanda. Os vereadores também dão sugestões e isso é importante para a gestão”, comenta.
O vereador Parreira, por exemplo, pediu mais interação entre as pastas para a ampliação de programas de lazer e esportes, com a inclusão de ações para uso de escolas estaduais, nos finais de semana. “Com as escolas estaduais a tarefa não é tão simples, mas vamos conversar. De qualquer forma, precisamos conseguir a liberação da área esportiva das escolas e ter pessoal para realizar programas. Com as escolas municipais já estamos discutindo algumas ações”, informou Borbosa.