A feira é a grande alavancadora das vendas de enxovais do 2º semestre do ano . É ela que dá impulso ao bordado. Após o evento, o movimento cresce e o faturamento acompanha a evolução. Ela gera mais empregos até o final do ano e atinge dois tipos de público. O atacadista e o consumidor final.
O consumidor final freqüenta os pavilhões nos dois finais de semana e o atacadista faz suas compras no início da semana, quando o trânsito de pessoas é menor. A previsão dos organizadores do evento é que o volume de negócios atinja algo em torno de R$ 4 milhões.
Os produtos no setor de cama, mesa e banho são predominantes, mas há até lanchas sendo vendidas. Em sua 32ª edição, ela cresceu. Este ano tem três pavilhões. No primeiro, o visitante vai encontrar os tradicionais bordados; no segundo, variedades e a 12ª exposição de canários e, no último, a praça de alimentação, shows e lazer.
Para o presidente da comissão organizadora, Pedro Wagner Ramos, a feira evoluiu no atendimento ao turista. “Fizemos alterações na parte física do pavilhão visando mais conforto e melhor atendimento ao turista. A atração são os lançamentos de enxovais, versão 2006.”
Ele ressalta que dentre as novidades estão as confecções, bijouterias, malharia e couro. “São comerciantes do Paraná, Rio Grande do Sul. Estão instalados no pavilhão B, onde há uma variedade de produtos.”
As entidades assistenciais da cidade não foram esquecidas. “Demos o espaço para que 15 entidades explorem. Eles estão vendendo artesanato, bordado e até alimentação. É uma forma do município cooperar com elas.”
Para o futuro, o representante dos organizadores diz que há vários projetos sendo discutidos. “Estamos com um projeto para ser realizado no início do ano que vem. Pretendemos realizar uma feira só para os revendedores.”
Outra proposta que vem sendo discutida é a possibilidade de viajar com a feira. “Temos um projeto para viajar com a feira, facilitando o acesso dos revendedores e consumidores de outras regiões.”
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Lançando moda
A empresária Maria Helena Sina participa da feira e considera que o evento é uma oportunidade de divulgar a marca, o produto e fazer lançamentos. “Estamos lançando estampas exclusivas. A feira atrai um público grande e aumenta o nosso faturamento.”
Outra empresária do ramo, Cléia Pazian concorda que a feira é uma oportunidade de divulgação. “Trouxe estampas exclusivas. Meu produto é confeccionado em percal 200 fios e 100% algodão, nos tamanhos padrão e king. Os edredons são ‘recheados’ com manta siliconizadas.”
As empresárias Marizete Aparecida Morgati e Tossi Takakura estão pelo 3º ano na feira. Elas investiram no bordado, mas não nos enxovais.
“Nós partimos do princípio de que a feira tem seu público alvo concentrado nas mulheres. Sabemos que elas gostam de bolsas e resolvemos tentar.”
A tentativa foi válida, uma vez que das 300 bolsas fabricadas para a feira, segundo as empresárias, 100 já haviam sido comercializadas no início dessa semana. “Nosso trabalho é artesanal. Temos uma fábrica e vendemos para estabelecimentos comerciais da Capital.”