Tribuna do Leitor

Exercitando a democracia


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O bom de vivermos em uma democracia é que a população tem acesso a todas as informações, inclusive essas ruins que andamos tendo acesso ultimamente. Falo isso porque sempre defendi o Partido dos Trabalhadores, sempre acreditei no PT. E como muitas outras pessoas, tinha certeza que agora iríamos mudar os rumos de nossa história. Aí vem esse lamaçal todo envolvendo tantos políticos, de tantos partidos, inclusive do PT. A princípio fiquei decepcionada, arrasada. Afinal, foi por água abaixo meus ideais de melhoria. Passei a achar que não tinha valido a pena torcer para que a então “oposição” ocupasse a frente do país.

Mas analisando com calma depois, percebi que não devo colocar tudo e todos dentro de um saco e dizer que são parte da “mesma farinha”. Por que digo isso? Porque descobri que ao acreditar no PT, não era no partido ou nas pessoas petistas que acreditava. Eu apenas concordava com as idéias que essas pessoas desse partido haviam desenvolvido.

O que eu pude concluir, pois, é que ao começarmos a nos preparar para as próximas eleições, possamos escolher os candidatos não só pelo partido que ele representa. Quer dizer, deve-se levar em conta as idéias às quais o (a) candidato (a) está associado, mas esse não será o peso decisivo para escolhê-lo (a).

A partir de agora, passarei a escolher O ou A candidato (a). Quero saber quem é ele e no que ele acredita: se é uma pessoa trabalhadora; se preza pela família e como é seu relacionamento com os seus; se tem estudo e se se saiu bem neles; se paga suas contas em dia ou se seu nome está na lista negra; se tem crença em um ser superior e se pratica os princípios que norteiam essa crença; quem são seus amigos e se os respeita... Eu sei que é uma linha perigosa a seguir, pois passa pelo crivo de um “julgamento”, e a gente, como ser humano, pode ser duro com isso e errar. Mas ainda penso que esse é o melhor caminho para se definir as características necessárias para uma pessoa que quer governar, ou seja, representar a população de uma cidade, Estado ou País. E claro e evidente que se sua vida pessoal é organizada e em dia assim também será seu governo.

Agora, se você quer mesmo cobrar decência dos políticos, seja decente também. Ou mais claramente dizendo, NÃO VENDA SEU VOTO. Comece mudando por você. Seja honesto e poderá cobrar honestidade; seja trabalhador e poderá cobrar trabalho; seja educado e poderá cobrar educação; enfim, seja do bem e poderá cobrar bondade e decência.

Essa é a única forma que temos de mudar o que está aí e cercarmos a ação dos corruptos. É a forma que temos de movimentar essa roda gigante chamada democracia, ou melhor, governo do povo.

Priscila Orsi Moretto Boarato - RG – 15.244.273-x

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