Tribuna do Leitor

Quadro dantesco...


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Fiquei atônito, não querendo acreditar no que estava vendo, situação até então nunca por mim presenciada, através do meio de comunicação televisiva, pois um Grupo de supostos “filhos de papai”, que não passam de uns monstrengos, vadios e cruéis criminosos, párias da sociedade, sentados à mesa, na qual encontravam-se inúmeras garrafas de cerveja, tendo em um canto, uma cachorrinha dormindo e com o agravante de encontrar-se em estado de gestação. Repentinamente, um desses indivíduos levantou-se e pré-monido de uma corda, simplesmente amarrou pelo pescoço o animalzinho na traseira do veículo arrastando-a em alta velocidade até a morte, destroçando e manchando de vermelho a via pública. O objetivo foi de puro sadismo, porquanto esses Demos bêbados gargalhavam no interior do veículo, pelo que para eles foi um simples divertimento. A minha indignação foi desmedida, e veio à minha mente o desejo de degola desses facínoras mal paridos.

Caso como esse era para que o pouco que nos resta das raras autoridades só cessarem a busca dos mesmos quando esses famigerados fossem todos presos e atirados na cadeia, com elementos da pior espécie, os quais teriam para com eles o mesmo procedimento. Tudo isso em um País que passou a existir só na geografia e com o slogan criado por esse governinho “País de Todos” - Dos Estrangeiros, o qual tornou-se Terra de Ninguém - A cena foi por demais dantesca e deixou-me durante vários dias imaginando que esses “homens públicos” nada fazem em prol do bem, do amor na expressão cristalina da palavra, ou no mínimo cumpram com as obrigações comezinhas; para tanto nós povo pagamos regiamente esse Vendilhões do Tempo. - E o que fizer dos cuidados obrigatórios aos nossos irmãozinhos índios, que morrem doentes e famintos, sem sequer seu espaço para viver que lhes foi surrupiado?

Os Severinos da vida se acotovelam nos corredores da denominada Casa do Povo, de cuja boçalidade, imoralidade campeiam de uma forma sem fronteiras. Senhoras e senhores, imaginem que o tão comentado governo passado pelas suas atitudes, tal e qual ao atual, na pessoa do sociólogo de araque FHC, cujo nome também desprezo, está de braços dados com o tal presidente da Câmara Federal Severino, conjecturando formas e maneiras de assumirem o que está aí...

Estou convicto que só um homem da estirpe do inolvidável, honrado e cuja cultura, coragem e elevação cívica, tão somente num discurso, colocaria essa nau ao léu, na direção certa: Carlos Frederico Werneck Lacerda, ao qual presto as minhas homenagens pelo muito que fez e neste ensejo, pela data comemorativa de seus 91 anos se aqui estivesse entre nós. - As lembranças registradas em livros são recordações imorredouras.

Arthur Monteiro De Carvalho Netto - Reg. nº 24.444 Min. Trabalho

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